Segundo estimativa do Departamento Nacional de Trânsito, 30% do combustível é gasto diante dos semáforos, nas maiores cidades, e o motorista fica parado quase metade do tempo de um percurso, na espera do sinal abrir. No caso de Londrina, já beirando os 500 mil habitantes e com 185 mil veículos registrados, pouco se faz no sentido de certas correções, que não demandam muito dinheiro mas apenas decisão, e que seriam fundamentais para economia de tempo e combustível. Há 200 semáforos na cidade e eles não operam sincronizados, a não ser em pequenos trechos e em número de ruas que se contam nos dedos das mãos. Não há reajustes segundo determinados dias da semana e determinados horários, de forma a privilegiar fluxos mais intensos. O tempo de transição verde/vermelho deveria ser diminuído (ao menos por experimento) de 40 para 20 segundos, porque assim o escoamento seria liberado em mais vezes, sobretudo nos horários de pico. O número de veículos aumentou mas a cidade não criou mecanismos paralelos para acompanhar esse ritmo, como metrôs, viadutos, elevados, então será preciso, por ora, encontrar soluções alternativas. Enquanto as pessoas não forem trocando o veículo individual pelo transporte de massa, deve-se estudar fórmulas que contemplem semáforos mais inteligentes ou pistas livres deles. Em Londrina, pouquíssimo tem sido feito para melhoria dessa questão urbana, nos últimos anos. Um exemplo é a Avenida Higienópolis, que leva a shopping e a macromercado, portanto de grande fluência de veículos de ida e retorno. Nesse percurso o tráfego se intensifica no começo da noite e nos finais de semana, mas os semáforos continuam fixados nos 40 segundos quando, nas ruas transversais, passa apenas meia dúzia de veículos nesse período de tempo. Há que contemplar a via de maior movimento. Ou os semáforos, ali, deveriam ter luz intermitente, significando preferência. Se os organismos competentes (no sentido de a quem compete) têm especialistas em engenharia de tráfego, eles não vêm aplicando na prática os seus conhecimentos. Diminuir tempo entre as trocas de luz ou dar preferência ao verde nas ruas (e momentos) de grande fluxo, é questão apenas de querer, a custo praticamente zero. Daí dizer-se sabiamente que governo se exerce menos com dinheiro e mais com vontade. Outra solução é os guardas de trânsito substituirem os semáforos em certos pontos e em determinadas horas. Há cidades do mundo onde as mãos de ruas são até invertidas nas horas em que o tráfego se intensifica numa única direção. São muitos os pontos de conflito e as amarras de tráfego em Londrina, e esta é uma questão que precisa ser levada em muita conta numa cidade que tem um veículo para cada três pessoas. A cidade requer estudos para eventuais alterações de mãos e contra-mãos, eliminação de certos semáforos e a sincronização plena dos existentes, melhor sinalização horizontal e vertical, soluções para mais estacionamento, indicativos dos nomes de ruas, nas esquinas (que têm a ver com quem procura, estando ao volante) e outras facilitações, de forma a facilitar o fluxo de veículos e pedestres.

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