Os parasitas e a pandemia

Partidos políticos, sindicatos de classe e igrejas puramente comerciais são segmentos da nossa sociedade que, na sua maior parte, são verdadeiras doenças crônicas para o País. Parasitas, não pagam impostos, amparados pela nossa complacente Constituição Federal. É deveras explícita e sórdida a farra que os mais de 30 partidos políticos fazem com o dinheiro público do fundo partidário. Desde uma minúscula fraude na confecção de santinhos para candidatos laranjas, até a compra de aeronaves e mansão particular, o roubo é escandaloso. Na área sindical, cerca de 17 mil sindicatos e 9 centrais se locupletam do dinheiro do erário, dos trabalhadores e das empresas, sem nenhuma fiscalização e prestação de contas. Em plena crise pandêmica, tentaram impor uma "taxa de acordo" para homologar suspensões temporárias do contrato de trabalho. Uma atitude criminosa! Por fim, meia dúzia de pastores mercenários continuam promovendo suas vigarices e pressionando para reabrir igrejas em meio à quarentena, para achacar incautos e ignorantes, impiedosamente. Não é de duvidar que esses abutres possam impor a cobrança dos 10% do dízimo sobre o socorro emergencial de R$ 600, fornecido pelo governo. Seria de uma frieza monstruosa! Insaciáveis, eles só focam nos envelopes recheados de dinheiro, que lhes proporcionam mansões em Miami, templos suntuosos, aeronaves e canais de TV. Tais segmentos estão propositadamente alheios à crise e nada fazem para minorar as aflições da população, a qual eles vivem saqueando, incessantemente.

Ludinei Picelli (administrador de empresas) - Londrina

Tempo de reflexão

O mundo parou, apesar de toda pressa que a maioria das pessoas tinha, acelerando e passando por cima das outras, como se o mundo fosse acabar. Mas quando o mundo ameça acabar todos veem que a pressa não leva a nada e a inversão de valores era evidente. Quando a vida voltar á normalidade, que a humanidade aprenda que o humano vem antes do digital, que o ser deverá prevalecer sobre o ter, que a partilha vença a ganância. O bolo fica doce quando é repartido. O abraço vale mais que a tela fria do celular. A conversa com os amigos presentes vale mais que as mensagens de textos. A família é mais importante que as redes sociais. Se não aprendemos com a vida então que aprendamos com um verme, um vírus a sermos mais humanos com o ser humano. Vamos unir em oração, afinal somos filhos do Deus vivo ou do coronavírus?

Manoel José Rodrigues (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

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