Os paranaenses e os presidenciáveis
A pré-campanha é um período reservado pela Justiça Eleitoral para a consolidação das candidaturas e suas potenciais alianças mas também é - os fatos comprovam - uma busca de apoio de instituições e dos votos dos ditos formadores de opinião. A campanha ainda não está nas ruas, nos bastidores, contudo, está à todo vapor. Formalmente não há nenhuma ilegalidade: o Tribunal Superior Eleitoral já abordou nas letras claras de uma resolução que há ampla liberdade aos pré-candidatos. A discussão precoce mas dentro da legalidade é um fato positivo, afinal com mais tempo o debate tem mais tempo para amadurecer e satisfazer as expectativa dos eleitores.
O pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, abriu ontem a temporada de visitas dos presidenciáveis a Londrina. Em meio ao esplendor onipresente da Copa do Mundo, o eleitor vai avistando pelas brechas o cenário eleitoral em formação.
Quem vota em Londrina e no Paraná tem motivações extras para interpelar cada um dos postulantes ao mais alto cargo da República. Cada visita se transforma em uma oportunidade para os cidadãos pressionarem por compromissos com este Município e com este Estado, entes igualmente preteridos quando o assunto são os investimentos da União.
Obras federais de vulto e de grande impacto na infraestrutura e na atividade econômica na região de Londrina são, por enquanto, apenas um anseio não realizado. E os paranaenses de todas as regiões reclamam demandas urgentes em todos os setores.
Reportagem publicada por esta FOLHA em fevereiro revelou que a região Sul perdeu cinco pontos percentuais na participação global dos investimentos das 74 estatais federais entre 2012 e 2013 de 7,9 para 2,9%. Outro levantamento, mais abrangente, feito pelo Siga Brasil, sistema de informação sobre orçamento público do Senado, mostra que entre 2003 e 2011, o Paraná ficou com a 22º colocação no ranking nacional de recursos per capita recebidos pelo governo federal por meio de convênios.
O papel de Estado relegado não combina com nossa grandeza produtiva. Admitir a condição de coadjuvantes nos investimentos é abrir mão da nossa força. Que cada um dos presidenciáveis tenha consciência disso durante o embate de ideias que está só começando.





