Muito se tem falado sobre a necessidade dos municípios brasileiros e da população em geral se prepararem para eventos climáticos mais extremos, principalmente com a chegada de um Super El Niño que vai impactar o Brasil de maneira mais crítica no próximo verão.

Na noite de segunda-feira (21), um forte temporal atingiu várias cidades do Paraná, deixando rastros de destruição. Foram registradas rajadas de vento acima de 70 km/h nas estações meteorológicas do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) de oito municípios, entre eles Apucarana, Maringá e Curitiba.

Entre a noite de segunda-feira (21) e a madrugada de terça (22), Apucarana (Centro-Norte) foi atingida com rajadas de vento que chegaram a quase 125 quilômetros por hora, causando destelhamentos, falta de energia, queda de árvores e a suspensão das aulas em algumas escolas. Em apenas uma hora, foram registrados 26 milímetros de chuva no município.

Segundo informações da prefeitura, o temporal veio acompanhado de granizo e provocou destelhamentos em diversos pontos da cidade, atingindo residências e a Catedral Basílica Menor Nossa Senhora de Lourdes, que ficou alagada. O muro do Colégio Estadual Nilo Cairo também caiu com a força dos ventos.

No pior momento do temporal, pouco depois das 19h, 100 mil imóveis chegaram a ficar sem energia elétrica em Apucarana, de acordo com o balanço da Copel (Companhia Paranaense de Energia). Até a manhã de terça-feira. a prefeitura recebeu pedido de ajuda de 620 famílias. Elas precisavam de lonas e telhas para cobrir residências que foram destelhadas.

Infelizmente, os temporais deixam uma conta. Parte dela é inevitável porque fenômenos extremos não podem ser impedidos. Outra parte dessa conta, porém, pode ser reduzida com planejamento.

As mudanças climáticas estão impondo uma nova realidade e quando a emergência deixa de ser uma exceção e passa a fazer parte do dia a dia das cidades, a prevenção se torna uma estratégia da gestão pública.

As localidades prejudicadas precisam, agora, reconstruir o que foi danificado e o processo pode demorar meses. Para os outras cidades que não foram atingidas, a pergunta que precisa ser feita aos prefeitos é: se um temporal semelhante atingir a sua cidade amanhã, vocês estão preparados?

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