Os muitos pontos positivos da Exposição
Tem-se escrito que a relevância da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina não é apenas pelos negócios diretos do setor, mas também pela movimentação financeira que promove em inúmeros outros segmentos, beneficiando a cidade, a região e o Estado e, por extensão, todas as atividades pertinentes em nível nacional. É uma referência em amostragem de melhoria de produtos e um ponto estratégico para o intercâmbio de conhecimentos e negociações.
A Exposição (a 49, que começa hoje) é instalada com as presenças do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e do governador Roberto Requião, e compreende vasta programação que atende não só a pecuaristas, agricultores e industriais do ramo de máquinas e equipamentos agrícolas, mas também o povo que lá comparece para assistir aos shows artísticos e aos rodeios e desfrutar da culinária e das diversões.
Decorridos seis meses da crise financeira que viria a abalar o mundo, esse evento anual de Londrina não se enfraquece e não perde sua importância, prometendo o mesmo êxito dos anos anteriores. Todos os estandes foram locados. Se os negócios, no geral, ocorrem cercados de mais cautela, não existe temor de insucesso no que é fundamental na Exposição, que são os leilões (um recorde no programa deste ano), a comercialização de maquinário para o meio rural, a oferta de bens e serviços e a difusão da tecnologia. De qualquer modo, esta feira agropecuária e industrial (e também de comércio) não deixa de ser mais um teste da musculatura econômica da região, sempre resistente às adversidades pelas quais passou. Recorde-se da derrocada da cafeicultura que parecia o fim mas resultou em mudança do modelo agrícola e manteve a altivez desta prodigiosa estância norte-paranaense. É repetitivo mas deve-se exaltar sempre que a Exposição é um núcleo difusor de conhecimento e uma formidável vitrina de negócios, muitos realizados no momento e outros tantos estendendo-se na continuidade, como fruto dos contatos que a oportunidade propicia.
O ideal de preservação ambiental, cada vez mais forte, é outro ponto sempre enfocado na Exposição e se junta aos muitos programas educativos ali existentes. Destaca-se a afluência do povo que, além de apreciar olhar e comprar os produtos da indústria alimentar familiar e os muitos itens artesanais, visita a denominada fazendinha ou simplesmente distrai-se e vê gente.





