Os motivos da minha renúncia ao Senado
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segunda-feira, 26 de agosto de 2002
Pedro Muffato 
O convite para minha candidatura ao Senado partiu de Ciro Gomes, candidato à presidência da República, entre tantos outros amigos do Paraná e de todo o Brasil, preocupados com o destino de nosso País.
Resisti, entendia que já havia feito minha parte na política, como vereador, prefeito e cidadão participante. Entretanto, os apelos foram muito fortes. Aceitei porque, como empresário, não posso atender mais aquele cidadão que chega na minha frente implorando e muitas vezes chorando por um emprego. Infelizmente, as pequenas e grandes empresas estão paralisando devido à alta carga tributária e outras despesas, impossibilitando a criação de novos empregos.
Parece-me que determinadas pessoas apenas querem o poder para manifestar seu egoísmo e sua vaidade; caluniando, difamando, mentindo, ameaçando e confundindo o eleitor, pois o que lhes interessa é só o poder.
Creio que a impugnação de minha candidatura foi formalizada por determinado segmento da política do Paraná. Até parece que um paranaense, que sofre no coração a falta de emprego, não tem direito a participar de uma eleição majoritária.
Meu advogado estudou a impugnação. Existe a possibilidade de que seja julgada improcedente, porque estou fora da direção da Televisão Tarobá há mais de dois anos. Entretanto, a alteração do contrato social que formalizou isto, não foi registrada na Junta Comercial do Paraná pela falta de assinatura de uma sócia, orientada por seus filhos, meus sobrinhos, herdeiros de meu falecido irmão Tito, a quem, quando em vida, fiz meu sócio, ensinando-o a buscar êxito, sempre com muita luta e, especialmente, com lealdade.
Essa lealdade faltou agora, pois eles foram parceiros do signatário da impugnação, o sr. Mozarte de Quadros, advogado ligado ao PMDB, partido do senador Roberto Requião e do candidato Paulo Pimentel, que às claras prega democracia e às sombras é o que menos pratica.
Esse fato, de acordo com nossa assessoria jurídica, é um risco à candidatura. O processo, até a instância final, pode levar até 30 dias. Nesse período vai haver uma insegurança e todo o trabalho pode ser prejudicado. Além disso, até o julgamento da impugnação, eu fico impedido de participar do horário gratuito, no rádio e televisão, o que compromete em definitivo a candidatura. Também fico impedido de distribuir propaganda de qualquer espécie. Enfim, todo o quadro fica extremamente sem sentido.
Por tais razões, nesta data, estou comunicando ao Tribunal Eleitoral, ao partido e a toda comunidade paranaense, o meu desligamento do processo eleitoral como candidato ao Senado.
Agradeço, do fundo do coração, a todos que me incentivaram e me apoiaram de forma sincera e desinteressada todos esses dias.
Neste pequeno período de pré-candidatura conheci muitas pessoas preocupadas em fazer algo para melhorar a vida de nossa gente.
De coração, muito obrigado!
PEDRO MUFFATO é empresário em Cascavel


