Os malefícios do álcool
Em 19 de junho deste ano foi aprovada a Lei 11.705. Apelidada de ''lei seca'', proíbe o consumo da quantidade de 0,2 g de álcool por litro de sangue, ou, 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro, ficando o condutor transgressor sujeito a multa, suspensão da carteira de habilitação por 12 meses e até pena de detenção, dependendo da concentração de álcool por litro de sangue.
Mas enquanto se discute a questão penal, pelo menos 2,3 milhões de pessoas morrem por ano no mundo todo devido a problemas relacionados ao consumo de álcool, o que totaliza 3,7% da mortalidade mundial, segundo um relatório elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
É verdade que consumo moderado de álcool pode fornecer alguns benefícios para sua saúde, como reduzir os riscos de doenças cardíacas, porém o consumo de álcool em excesso pode acarretar sérios problemas, tais como câncer, níveis elevados de triglicerídeos no sangue, pancreatite crônica, hipertensão arterial, aborto, infarto, cirrose alcoólica e por aí vai.
Beber com frequência faz a química do cérebro se adaptar para compensar o efeito tóxico do etanol e manter a função do nervo normalizada. Isso leva à tolerância, de forma que a mesma quantidade de álcool tem menos efeito do que antes. A dependência acontece quando o cérebro fica tão acostumado à presença do álcool que não consegue mais funcionar normalmente sem ele. O corpo anseia pelo álcool para manter o equilíbrio químico. Quando a pessoa fica sem álcool, a química de seu cérebro fica completamente desestabilizada e começam a se desenvolver os sintomas de abstinência, como ansiedade, tremores e até convulsões.
Além de causar alteração na química cerebral, o abuso do álcool pode levar à degeneração e à destruição celular, modificando a própria estrutura do cérebro. Embora a abstinência possibilite a recuperação parcial, alguns desses danos parecem ser irreversíveis, o que afeta ainda mais a memória e outras funções cognitivas. O dano causado ao cérebro não é o resultado apenas do uso prolongado do álcool. Pesquisas indicam que, provavelmente, o abuso do álcool por períodos relativamente curtos pode ser prejudicial.





