SIM
Se os fatos fossem contados da maneira que aconteceram, não seria possível expor aos estudantes determinados valores de cidadania. Tiradentes, por exemplo, era uma pessoa que, apesar de lutar por uma boa causa, era um vilão, um arruaceiro. Essa imagem não seria adequada para os alunos. Eles precisam de ícones, bons exemplos. O conteúdo tem que ser exposto dessa maneira, uma espécie de ''mentira justificável''. Como professor, preferiria falar a verdade, mas o que realmente aconteceu talvez seja muito complexo para os mais jovens, que não vão entender direito. Além disso, eles já estão cheios de maus exemplos por aí, como os políticos e governantes do nosso país.
Anderson Soares Konno, professor

NÃO
Os livros deixam muito a desejar. Quando os jovens lêem mais e descobrem a verdade, acabam ficando decepcionados. É a mesma coisa que falar para uma criança que super-homem não existe. Os livros transformam pessoas comuns em heróis. Alguns foram beneficiados pela história e se tornaram heróis. Foi o caso de Pedro Álvares Cabral, que descobriu o Brasil sem querer. Então, não pode ser considerado um exemplo. Muitos fatos são distorcidos, como a vida particular dos imperadores, que não eram tão heróis assim. A princesa Isabel não foi a responsável pela libertação dos escravos. Eles mesmo lutaram por isso, e deveriam ser considerados heróis. Acho que os livros têm muito o que melhorar em termos de conteúdo.
Ailton Nantes, pós-graduado em História Social pela UEL

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