A Copa do Mundo que começa no final de maio, no Japão e na Coréia, vai obrigar os amantes do futebol a um duro exercício: terão que passar madrugadas em claro. Acontece que enquanto por lá a tarde está caindo, a noite vem chegando, nós estamos ainda vivendo a madrugada. Efeito do fuso horário que já fez muita gente perder horas de sono a fim de acompanhar corridas de Fórmula 1 ou os Jogos Olímpicos, na Austrália, em 2000.
Esta situação real cria algumas facilidades para a Editoria Mundo. Quando a tarde vem caindo, em Londrina, já é noite na Europa, madrugada na Ásia, onde ocorrem alguns dos acontecimentos mais importantes a registrar no mundo. Assim, para ‘‘fechar’’ a página, não há risco de perder notícia porque tudo o que deveria acontecer já ocorreu (ainda mais porque a referida editoria, atualmente, se preocupa apenas com fatos políticos. Tragédias são abordadas pela Editoria Geral).
Já em relação à América, por vezes existem problemas: alguns pontos dos Estados Unidos (inclusive a Capital) são mais ‘‘atrasados’’ que o Brasil, em termos de horário. Assim, se o senhor Bush for fazer um pronunciamento por lá, às 21 horas, é certo que a notícia só chega por aqui às 22 ou 23 horas, o que complica o fechamento.
O que se destaca é que enquanto as demais editorias têm problemas peculiares, a que trata do mundo, por vezes, vivencia outra realidade, tendo até de se adequar, por vezes, ao horário que vigora do outro lado do planeta. Neste quadro todo, só uma vantagem: normalmente, o editor é o que sai mais cedo da Redação.
Estelio Feldman

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