Os eventos de maior repercussão em 2008
Os dois maiores eventos de repercussão mundial do ano que finda aconteceram nos Estados Unidos. Um - péssimo - foi a derrocada de um banco por imprevidência e ganância, resultando na crise financeira global que ainda causa danos e continuará por mais algum tempo. O outro episódio - este animador - foi a eleição de Barack Obama para a Presidência daquela grande nação, levantando bandeiras de esperança e acenando para novos tempos de mais paz.
No Brasil, nada relevante marcou 2008, a não ser a continuidade do crescimento das safras agrícolas e a melhoria da infra-estrutura da iniciativa privada, que fez avanços apesar de muitos descontentamentos, sobretudo com os governos. Da parte destes não houve nenhum progresso na contenção da devastação amazônica, nenhum passo avançado para a reforma agrária (e as invasões de propriedades continuaram), nenhuma reformulação de leis e sistemas em benefício dos cidadãos, nenhuma redução substancial de impostos e nenhum grande projeto governamental que balançasse - no sentido da evolução - os alicerces da República.
A desordenada gastança dos governos, as denúncias de corrupção e a baixa produtividade nos redutos do poder público correram soltas. O poder ditatorial em todas as esferas de comando do poder público - porque nada conseguiu detê-lo em seus arbítrios - imperou triunfante. A eleição para prefeitos e vereadores foi o acontecimento político mais relevante. Amanhã, os habilitados a assumir tomarão seus assentos. No Paraná, louve-se sempre a gloriosa vitória do campo nos índices de produção e produtividade que, em 2008 e em todos os anos de sua história, cumpriu sua missão e veio se superando. Curitiba reelegeu Beto Richa prefeito e abriu-lhe amplo caminho para ele chegar ao governo do Estado. E, enquanto isto, Londrina foi atingida por um vendaval político-eleitoral, que ainda sopra, porque elegeu um prefeito que não poderá assumir e vive um tempo de expectativa. Amanhã a Câmara de Vereadores elege seu presidente e este será o prefeito interino.
O presidente George Bush, que daqui a 20 dias entrega o cargo, não produziu nenhuma nova guerra no ano que termina, mas os conflitos isolados não cessaram no mundo e agora mesmo Israel e o movimento islâmico Hamas se confrontam, já deixando mais de 300 mortos. E a crise financeira mundial é como o bode colocado dentro de casa, que passou a ser um incômodo inesperado porque não havia necessidade de introduzi-lo no convívio das pessoas, e agora é preciso arrastá-lo para fora. Mas paira no ar também muita esperança, porque cada ano novo é sempre um tempo de recomeço.





