Os direitos já inerentes da mulher
Não cabe ao homem a presunção de outorgar mais direitos à mulher, porque ele não é detentor desses direitos. Ela já os possui todos, por natural inerência, cabendo-lhe, isto sim, lutar por preservá-los. Isto já acontece, mas é equivocada a perspectiva de que essa luta tem de ser contra o homem. Se este, ao longo da história conhecida, tem levantado barreiras impedindo alguns avanços da mulher nas atividades e incumbências que têm sido dele, não pode ser imputada somente ao indivíduo masculino toda a responsabilidade por certas condições que ela ainda não alcançou, sobretudo no universo do trabalho e da igualdade salarial. A mulher também desejou, até certo ponto, ser o que é a companheira, o par sexual, a mãe, a figura fisicamente mais frágil que transfere ao companheiro a carga pesada, enfim o complemento que falta ao humano/macho. O mais vem chegando por natural acréscimo, como já ocorre. Tudo pode, da mesma forma, ser dito ao inverso, porque também o homem reclama direitos ante a mulher, mas hoje fala-se dela porque é o seu Dia uma homenagem não existente para ele, porque ninguém lembrou de criar também o Dia do Homem. Essas considerações são pertinentes, porque no Dia da Mulher costuma-se assistir a todas as formas de louvor a ela por natural merecimento partidas principalmente do universo masculino, e a críticas ao ''domínio dos homens'' oriundas de dirigentes de organizações político-feministas que congregam mulheres. Essas instituições conferem à legião da humana/fêmea uma característica classista, mas a mulher não pertence a uma classe. Feitas as contas, é ela que detém o poder, na maior parte das circunstâncias. Exclua-se os países onde imperam primitivismos seculares e não só com relação ao trato com a mulher, mas em todas as coisas, e envolvendo também o homem e vai-se encontrar nas grandes e pequenas cidades a presença ativa da mulher, trabalhando e assumindo posições cada vez mais elevadas. Uma vitória que, sem dúvida, foi sendo conquistada, e não porque o homem cedeu mas porque a mulher alcançou, pela sua inteligência e sabedoria e pelo poder aí compreendidos. Hoje, com o mundo globalizado por via dos modernos sistemas de comunicação, a mulher está colocada no lugar que sempre lhe coube e que lhe pertencia por natural direito. Falta-lhe galgar muitos degraus ainda se a meta é ela assumir todas as características masculinas como querem algumas líderes feministas mas falta pouco se a mulher desejar apenas metade do poder hoje exercido pelo homem e deixar que ele desfrute dos outros 50%. Mas que, nesse processo, ela não perca a feminilidade e o seu papel de ser a rainha do mundo, a fêmea, a mãe, o componente feminino no homem, tudo isto resultando na beleza da bipolaridade que funde os dois.





