O desafio está posto; o trabalho está iniciado. Assumir a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) tem um significado muito maior do que estar à frente de uma entidade empresarial. Como londrinense de nascimento e coração, acompanhei a história da cidade, muitas vezes, pelos capítulos escritos dentro da Associação. A responsabilidade, portanto, é muito grande.
Como muito grande também é a missão que a Associação tem diante dos empresários de Londrina. Se a história nos impõe o peso de manter o ritmo de seis décadas de atuação permanente, a realidade atual cria uma série de demandas importantes e estratégicas. Este é o desafio. Este é o trabalho ao qual nos lançamos neste dia 14 e que pretendemos saber executar concretamente nos dois anos em que estaremos à frente de uma diretoria tão renovada.
O caminho que desenhamos para vencer este desafio é o da descentralização. Uma entidade como a Acil tem hoje vários campos de atuação e de atenção e nenhum deles pode ficar desguarnecido. Concentrar decisões e o trabalho na figura do presidente seria uma temeridade.
Por isso, a Acil terá ‘‘muitas caras’’ e ‘‘muitas vozes’’. Todas serão fiéis aos interesses da comunidade empresarial, mas estarão trabalhando em suas áreas, com a autonomia e a responsabilidade que este tipo de delegação de poderes determina. A Acil vai trabalhar em 18 frentes, uma para cada componente da diretoria executiva. Do contrário, o trabalho ficaria lento e os resultados deixariam a desejar.
Teremos, para isso, um conjunto de ações planejadas, num trabalho no qual já envolvemos o Sebrae. As justificativas para este planejamento estratégico são muitas. A primeira é a urgência com que o meio empresarial precisa dar respostas às mudanças que temos no cenário econômico. Cabe à Acil, como defendemos em nossas propostas de campanha, saber atuar como um vetor da formação e da informação do empresário dentro deste quadro de constante renovação.
A globalização não é apenas uma mudança de conceito e de mercado, é também uma verdadeira revolução na cronologia da administração. O tempo se conta agora em minutos e segundos e não mais anos ou semestres. É preciso estarmos atentos ao mundo, porque estamos definitivamente e economicamente integrado a ele. As fronteiras são virtuais e a realidade, concreta.
Trazer a experiência de empresários bem-sucedidos ou de especialistas que nos tenham o que ensinar será uma das nossas missões. O empresário local e o paranaense são de excelente qualidade e seu preparo supera em criatividade o dos empreendedores dos países mais desenvolvidos. Mas nosso período de ‘‘portos e portas fechadas’’ nos custaram o preço do distanciamento, que agora é cobrado no mundo globalizado. Aproximar o potencial do nosso empresariado dos conceitos necessários para sobreviver e crescer nesta nova realidade é o que pretendemos.
As ações planejadas têm como alvo também envolver ao máximo as empresas em todas as ações da entidade. O sucesso de qualquer mobilização, campanha ou produto só ocorre quando há adesão. Por isso, a aproximação com os associados e a busca de novos filiados serão determinantes. A Acil estará em todos os cantos de Londrina e toda a cidade estará dentro da Acil.
Uma meta tão audaciosa não seria possível sem que o setor comercial recebesse sua cota de atenção. Com o fortalecimento de Londrina nos setores industrial e de serviços, vamos partir agora mais para o varejo. Essa área ficou um pouco esquecida. Vamos atuar como se Londrina fosse um grande shopping center.
Pois estes são os desafios e estes serão os nossos trabalhos.
- VALTER LUIZ ORSI é presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil)

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