Os desafios na área da segurança
A Folha de Londrina prossegue hoje com a série "Desafios do Paraná", que tem como objetivo abordar as áreas prioritárias que exigirão mais atenção do próximo governador do Estado. Na semana passada, o tema discutido foi educação. Neste domingo, o Jornal convida o leitor para refletir sobre segurança pública, provavelmente uma das maiores preocupações dos paranaenses.
A reportagem ouviu lideranças comunitárias e especialistas no assunto. Eles reconheceram que houve um avanço nos últimos anos, principalmente quando se analisa as estatísticas da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Segundo o órgão, o Paraná teve quedas expressivas nos números de homicídios dolosos e de mortes no trânsito. Entre 2010 e 2013, o contingente de pessoas assassinadas diminuiu 21,49% no Estado, e o de homicídios culposos de trânsito sofreu redução de 13,51%.
Mas, por outro lado, os crimes contra a pessoa, os casos de lesão corporal tiveram alta de 13,91% em três anos. Além disso, apesar da queda importante no número de assassinatos, o índice de homicídios dolosos - 23,39 a cada 100 mil habitantes representa mais que o dobro do considerado aceitável pela Organização das Nações Unidas. Para a entidade internacional, essa taxa não deve ser superior a 10 por grupo de 100 mil habitantes.
Entre os crimes contra o patrimônio, os roubos diminuíram 2,48%, mas aumentaram os furtos em geral (2,47%) e os furtos e roubos de veículos (respectivamente 13,94% e 0,99%). O tráfico de drogas, uma das grandes preocupações da população, também apresentou crescimento. As ocorrências relacionadas a esse crime cresceram 24,75% de 2012 para 2013.
O Estado vem investindo na contratação de pessoal para aumento do quadro nas polícias Militar, Civil e Científica. Uma medida importante, principalmente se vier beneficiar as 53 comarcas que não têm delegados (dados de maio de 2014).
Há muitos desafios para serem vencidos. Um dos mais importantes é o combate ao tráfico de drogas, principalmente ao consumo de crack, que além de um problema de segurança, já se transformou em um grande problema de saúde pública no Brasil. Políticas específicas para enfrentar a venda de drogas ilícitas, prevenir o consumo dessas substâncias e oferecer tratamento aos usuários precisam estar na pauta.
Incentivar os municípios a criarem e colocarem em prática planos de enfrentamento da violência também é um ponto importante, pois nem sempre os problemas são comuns lembrando que no ano passado, em 138 (34%) dos 399 municípios paranaenses não foram registrados assassinatos.





