Os desafios de empreender no Brasil
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quinta-feira, 13 de junho de 2019
Folha de Londrina 
A burocracia não pode mais ser usada como desculpa. Formalizar uma empresa, atualmente, é bem mais fácil do que anos atrás e, felizmente, muita gente que vivia na informalidade entendeu a importância de seguir na linha da profissionalização. A partir da regulamentação, o negócio começa a existir para o mercado e as chances de crescimento são maiores. A regularização permite, ainda, vantagens como o acesso ao crédito.
O Paraná segue com saldo positivo nesse quesito e alcançou no ranking da formalização de empresas a quarta posição entre os estados brasileiros. Por aqui, 39% são formalizadas. No Brasil, o índice é de 29%. Mesmo assim, mais de 1 milhão de pessoas ainda trabalham sem CNPJ ou por conta própria no Estado, segundo apontou o Sebrae com base na Pnad/IBGE.
A explicação para essa boa colocação paranaense acima do cenário nacional se deve à economia do Estado, que também cresce acima da média brasileira, e ao agronegócio, que impacta positivamente os municípios, movimentando outros setores como o comércio e a prestação de serviços. Outro aspecto que tem incentivado a formalização é a possibilidade, hoje, das empresas poderem contratar prestadores de serviço para terceirizar as atividades.
O aumento do número de pequenas e médias empresas que formalizam seus negócios só traz benefícios para o País. Por muitos anos, a informalidade dominou as relações comerciais dos microempresários. Situação que dificultava até a obtenção de dados comerciais.
A pesquisa mostrou ainda que a formalização é maior dentro de um público bastante específico, de empregadores, brancos, com nível superior e que estão localizados nas regiões Sul e Sudeste do País. Por outro lado, a informalidade cresce entre os indivíduos que trabalham por conta própria, são negros, têm baixa escolaridade e estão localizados nas regiões Norte ou Nordeste. Desburocratizar e facilitar ainda mais os processos pode ajudar a mudar essa realidade entre os trabalhares autônomos que têm mais dificuldades financeiras.
Apesar do empreendedorismo crescer significativamente no Brasil, não é fácil tocar o próprio negócio esbarrando em tantas questões jurídicas e tributáveis. Há muito o que melhorar e o poder público precisa olhar com carinho para uma nova parcela de empreendedores que se mostra todos os dias com disposição para criar novas negócios, investir, contratar e melhorar o ambiente econômico no País.


