Os candidatos e os problemas de Londrina
O debate público com os dois candidatos à Prefeitura de Londrina é necessário, mas geralmente ocorrem entre eles mais ataques e contra-ataques do que o foco nos problemas do município. E, faltando seis dias para a eleição, é relevante apontar pelo menos quatro grandes questões que atribulam (ou têm a ver) com a vida da população: a moradia popular, a segurança pública, a destinação mais inteligente para o lixo e a sábia elaboração do Plano Diretor. Completam o quadro de prioridades a melhoria dos atendimentos de saúde, a garantia de escola para todas as crianças, a infraestrutura que proporcione empregos e a reformulação do sistema viário.
Estas são tarefas para o que for eleito, para a Câmara de Vereadores e por extensão, para a sociedade organizada, que, com altos e baixos, tem sido atuante e decisiva em certos momentos da história política da cidade. Como os dois disputantes são deputados federais, o que não for eleito permanecerá no cargo e sabe que precisará continuar atuando em favor do município.
A questão habitacional é seríssima e com a Cohab endividada será necessário um desdobramento de esforços do futuro prefeito. Quem conhece a periferia - e agora em campanha os candidatos têm sido vistos no meio da pobreza - conhece a desumana situação em que vivem milhares de famílias que habitam os cortiços. Será preciso diligência junto aos poderes da República para captar a verba necessária, e os dois candidatos já têm suficiente convivência em Brasília para percorrer os meandros que levam à obtenção dos meios. Quanto ao lixo, já é tempo de pensar em industrializá-lo, porque toda essa variada matéria pode ser aproveitada, dispensando-se os aterros ditos sanitários e que são foco de mau cheiro e proliferação de insetos e doenças. Os países desenvolvidos industrializam seu lixo. O problema da segurança pública não dispensa a participação da prefeitura e a intervenção do prefeito para a busca de melhorias. Uma delas remete para a eliminação da miséria social.
O novo Plano Diretor, que ora inicia a caminhada pelos seus trâmites, exige dobrada atenção, porque dele depende o presente e o futuro da cidade e do município. Imprevisões podem resultar em problemas irreversíveis mais tarde. Não é fácil ser prefeito de Londrina, inclusive porque as decisões aqui tomadas têm efeito regional. Domingo, portanto, será eleito um prefeito que se pode denominar de metropolitano.





