Desnecessário dizer que é vasta a lista de realizações do Instituto Agronômico do Paraná, mais conhecido como Iapar e que hoje completa 35 anos após sua criação legal em 1972, quando imediatamente iniciou o trabalho de pesquisa - embora a inauguração oficial tenha ocorrido três anos depois (em 15 de março de 1975, com a presença do presidente Ernesto Geisel). Esses tempos marcam o início de uma nova e promissora diretriz na agricultura paranaense e de algumas outras regiões do País, podendo-se adicionar também alguns países que hauriram, ao longo desses anos, de conhecimentos obtidos nesse centro de pesquisa e experimentação sediado em Londrina.
Está escrito nos anais dessa história que, sem o Instituto Agronômico, o Paraná poderia ter desistido de plantar café novamente, a monocultura da soja em extensas áreas poderia ter esgotado a fertilidade da terra, da erosão resultariam desertificações, os agricultores poderiam ter desistido de plantar trigo, poderia haver mais contaminação das águas pelo excesso de agrotóxicos, e assim por diante. Também se afirma que sem o Iapar a agricultura familiar teria se desenvolvido menos, a praga do bicudo poderia ter destruído os algodoais, a região noroeste não teria se livrado da erosão, o feijão não resistiria ao ataque de pragas e doenças e ainda haveria barreiras sanitárias impedindo o trânsito de citros entre São Paulo e Paraná; e, pela erosão, a própria barragem de Itaipu estaria mais assoreada.
E muito mais, porque os pesquisadores da instituição criaram inúmeras variedades melhoradas de culturas e, pela força do idealismo e mesmo com ganhos pouco estimuladores, cumpriram papel estratégico no desenvolvimento tecnológico da agricultura e da pecuária. Parodiando o poeta, não se pode falar do que poderia ter sido se as coisas fossem diferentes, mas é indiscutível que a presença de mais de três décadas de constante vigilância desses técnicos, da incontida busca por recriar e descobrir plantas mais produtivas e mais infensas a pragas, novos manejos e uma infinidade de práticas renovadoras e facilitadoras, resultaram no pujante Paraná agrícola de agora. E não, naturalmente, apenas por esse contingente de profissionais, mas também dos pesquisadores da Embrapa Soja, criada quase ao mesmo tempo e igualmente sediada em Londrina, assim como outras instituições do setor.
Emergindo como órgão moderno, o Instituto Agronômico rompeu com padrões convencionais e implantou mentalidades mais abertas e avançadas, impedindo retrocessos. Tecnologias adequadas serviram de paradigmas e resultaram em maior produção, em expansão da produtividade e em mais proteção ambiental. Isto ocorreu pela atuação do pessoal da sede central, das suas estações experimentais instaladas em todo o Estado, dos laboratórios e estações agrometeorológicas e outros extensionismos. Com toda a certeza muitos formidáveis avanços na tecnologia rural não teriam ocorrido sem a cota de participação do Instituto Agronômico do Paraná.

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