Os bons investimentos imobiliários
A construção civil é o setor que mais gera emprego em pelo menos três cidades importantes do Paraná: Londrina, Maringá e Cascavel. Também na capital, a construção civil desponta entre os setores distribuidores de riqueza. No caso do interior, depois da construção civil vem o agronegócio.
A construção civil ainda tem a vantagem de dar respostas rápidas na solução de crises de desemprego porque a contratação é imediata e se mantém estável durante o cronograma da obra, geralmente acima de dois anos.
Neste ponto Londrina é privilegiada. Dias atrás, a construtora Artenge lançou o Residencial Bella Fonte, um projeto composto de quatro edifícios de oito pavimentos, com 32 apartamentos cada, totalizando 128 unidades. A cidade aplaudiu.
Terça-feira foi a vez da A. Yoshii, lançar uma grande obra. São três novos empreendimentos residenciais em local nobre da Zona Sul. A construtora pretende investir cerca de R$ 70 milhões nos empreendimentos.
Mais obras, mais empregos, mais entusiasmo.
Se os empreendedores paranaenses são ousados, não há como negar que a conjuntura econômica também favorece. Se apartamentos são financiados a prazos longos é porque os juros, hoje em dia, são mais civilizados. Ou são suportáveis. É o ambiente econômico que comporta taxas menores. Isso se atribui a um período de estabilidade econômica, algo que o mercado constrói e praticamente não depende de políticas públicas.
Ocorre também em termos de Brasil, não com a velocidade imprimida pelos paranaenses, porém. A queda dos juros, o aumento de prazos de financiamento para 20 anos em média e a capitalização das empresas do setor - principalmente as que têm ações na Bolsa - propiciaram este cenário. E, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), isto fará com que a construção civil e os negócios imobiliários retomem uma posição de liderança na formação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nos próximos anos.
Em termos de Brasil, a FGV está prevendo expansão média da construção civil acima de 10%. Seria uma taxa de 14% num cenário otimista e 10,2% num cenário menos favorável. O Paraná ficará acima dessas taxas médias nacionais e cidades como Londrina, Maringá e Cascavel terão taxas iguais ou superiores comparadas com as médias do Paraná. Pelo menos foi esse o desempenho do setor entre os anos 1990 e 2000.
É possível crescer mais se o cenário econômico permitir aumento de demanda, com ascensão de outras categorias de compradores além de servidores públicos e pequena faixa oriunda da iniciativa privada. Se o governo remover algumas amarras que dificultam a expansão da atividade econômica - desonerando as empresas por exemplo - com certeza também estará fazendo a sua parte nesse clima de prosperidade.





