Tomazina - Em sessão da Câmara Municipal, José Eduardo recebeu o título de Cidadão Benemérito de Tomazina, em 15 de setembro de 1989; e o desembargador Abrahão Miguel, a cidadania honorária. Conforme o registro em ata, José Eduardo declarou aceitar a homenagem "porque o país anda carente de solidariedade". À época, alguns primos mais próximos ainda moravam no município.
Já sem familiares residentes, os Vieira permanecem pela história e a representatividade das edificações que, depois de servir a instituições que mantiveram por longo tempo, doaram ao Município. Aquela que foi o asilo de idosos, abriga uma creche e a sede de uma instituição oficial para a infância; uma parcela do terreno onde está o Instituto Maria José (doado pela família) foi desmembrada para a construção do novo Fórum; e a residência que Avelino mandou construir em 1935, é o "Centro Cultural". Afirma-se que ali nasceu José Eduardo.
Ismael Landowski, quem mais investiga sobre a historia de Tomazina e vem resgatando documentos e objetos, considerou o "casarão" ideal para o museu e o pleiteou em 2001, sem que houvesse um entendimento, conforme declarou à FOLHA em 2006 ("Sem museu, acervo em Tomazina está à venda"/15.12.2006). Pela quantidade de documentos que possui sobre a origem do Banorte, Landowski entendia que até o Museu do Bamerindus deveria ser em Tomazina, não em Curitiba.
"Está conversado e bem encaminhado, mas para depois do carnaval", diz Landowski sobre o seu entendimento com o prefeito, Guilherme Cury Saliba Costa, para que a residência onde funciona o Centro Cultural seja o Museu Histórico. "O prefeito achou interessante." Segundo o estudioso, alguns reparos serão necessários, incluindo o telhado, mas considera o prédio ideal para receber o acervo (documentos e objetos), de sua propriedade. A primeira tentativa de Ismael Landowski no sentido de obter o prédio foi há cerca de dez anos, mas não chegou a um entendimento com o então prefeito, Luiz Farias.
Uma doação, porém, está-se perdendo e preocupa o contemporâneo Joaquim Nelson Coelho. São 10 alqueires à margem da PR-272, que José Eduardo adquiriu e doou, na década de 1980, para a implantação de uma escola agrícola com a intervenção da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). Mas, segundo Coelho, a área permaneceu ocupada por um familiar do vendedor e uma irregularidade na documentação impediu a posse, pelo informação que obteve na Faep.
Coelho está revisando a documentação, para ver se é possível reaver a área e destiná-la à fundação de um asilo, que está faltando, mas o ocupante está requerendo o usucapião. (W.S.)

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