Os beneméritos que fazem o mundo melhor
Duas reportagens deste Jornal mostram que em meio a tanta turbulência que abala o mundo e aos problemas do Brasil com os políticos e governantes corruptos, mais a violência imperando nas cidades, há pessoas que se dedicam à causa do bem e o fazem voluntariamente, sem visar ganho financeiro. As publicações se referem ao trabalho de uma professora aposentada de Londrina que se dedica a auxiliar jovens infratores dos centros de socioeducação a se ressocializarem e terem vida normal, longe das drogas, das bebidas alcoólicas e das doenças socialmente transmissíveis.
E em Florestópolis, religiosas usando seus próprios recursos implantaram uma escola modelo, que atende a 180 crianças selecionadas entre as famílias mais pobres do município, e fazem isso gratuitamente. Os alunos têm acesso a toda a estrutura de um colégio particular direcionada justamente para os que não têm condições de pagar por essa qualidade e conforto.
A professora voluntária de Londrina a biomédica Gilda Rossoni, que se dedica graciosamente a ajudar os jovens infratores aposentou-se depois de trinta anos trabalhando na Universidade Estadual de Londrina e resolveu dar de si algo mais, dedicando-se ao trabalho em favor desses jovens, com orientação semanal sobre sexualidade e os malefícios da bebida e das drogas, enfocando não as implicações do tráfico mas da saúde. Com palavras simples e imagens chocantes, esse trabalho individual da mestra vem alcançando excelente resultado, conforme a constatação da reportagem. Por esse processo o jovem participante pode manifestar-se e expor seu problema, sem constrangimento. Segundo essa educadora, os meninos só conheciam os riscos da prisão e da morte mas não os causados à saúde.
E as freiras de Florestópolis, pertencentes ao Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, foram reunindo dinheiro de seus ganhos e criaram um fundo para construir a moderna escola, com 13 salas de aulas, laboratório, amplo auditório e outras instalações, atendendo aquelas crianças pobres e oferecendo-lhes, sem custo, também o material escolar e a merenda. Tudo sob a orientação da diretora pedagógica Jacira de Fátima Baldin.
Florestópolis tem 11.571 habitantes, na maioria carentes, porque atuam no corte de cana, cuja remuneração é baixa e oferece trabalho só seis meses ao no. A escola, que já deu início às aulas e será oficialmente inaugurada no próximo dia 8, mantém o currículo regular e a partir deste mês ensinará também informática, pintura, teatro, dança, coral, ginástica rítmica, esportes e apoio pedagógico. Estes são fatos que reavivam esperanças e fazem acreditar-se num Brasil melhor e mais solidário.





