Os avanços do agronegócio no Paraná
Se é preciso ficar sempre atento à solução dos problemas sociais, que constituem o permanente dedo em riste para a incúria dos governos e da sociedade, há que ressaltar os avanços contínuos do Paraná na expansão de sua estrutura instalada e no seu crescimento econômico. Por estes dias reina um clima de euforia ao menos pela surpresa do fato com a descoberta de petróleo no Norte Pioneiro, embora não se sabendo ainda se economicamente viável, e a Exposição Agropecuária e Industrial, em Londrina, mostra a pujança do agronegócio. E enquanto isto acontece, a cooperativa C.Vale inaugura em Palotina um gigante complexo de abate de frangos, de produção de cortes cozidos, fritos e assados dessa ave, de uma fábrica de rações e uma desativadora de enzimas tóxicas dos grãos de soja. Um empreendimento global de de R$ 240 milhões e que já projeta ampliações para o ano que vem e para os subsequentes, até 2010. Essa nova unidade industrial significará incremento da produção regional de aves e maior giro da economia, pela natural dinâmica do processo, por envolver atividades paralelas afins e a abertura de empregos. Na extensão, incrementa-se também a economia nacional e a receita de mais dólares, representados pelo aumento da exportação de carne de frango, que será um dos pontos fortes do empreendimento ora inaugurado. O sistema operacional da cooperativa contempla o baixo custo de produção, pelo seu envolvimento em todas as etapas do processo e incorpora os produtores, que no caso do frango são os que cuidam da engorda, em suas propriedades individuais. O presidente da C.Vale, Alfredo Lang, declara que a empresa está contribuindo para a irrigação da economia em pelo menos dez municípios da região, mas é certo que todo o Paraná se beneficia e, por extensão, o País. Um dos pontos meritórios é Palotina haver aceito acordo para ratear os recursos do ICMS, na proporção do volume de frangos repassados pelos produtores de cada município. Face à sua importância econômica e social, o evento de Palotina que aconteceu ontem contou com a presença do presidente da República em exercício, José Alencar, do governador Roberto Requião e do ministro da Agricultura e Pecuária, Roberto Rodrigues. Esta é a realidade do Paraná no setor da agroindústria e do agronegócio no geral, evidenciando o poder da iniciativa privada e o arrojo do empresariado paranaense, ativo agente do desenvolvimento nacional e grande captador de divisas externas, pela sua elevada cota na pauta de exportações. Tem-se repetido neste espaço que os saltos de crescimento que acontecem uma façanha da classe empresarial, tão tangida por políticas públicas inadequadas são a amostragem clara e sem retoques do Brasil que dá certo.





