Os altos e baixos do Carnaval em Londrina
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sexta-feira, 01 de março de 2019
Quem diz que no Brasil o ano só começa depois do Carnaval provavelmente não mora mais por aqui. Há muito que a festa popular mais famosa deste lado do hemisfério deixou de ser termômetro do ânimo do brasileiro para começar a trabalhar. A crise econômica que estremeceu o Brasil em 2014 - com consequências até hoje - tirou do Carnaval o papel de divisor de tempo. Basta ver 2019, que começou com novo presidente da República e governadores impondo mudanças que certamente terão impacto na vida e na direção que o País tomará daqui pra frente. É o caso da reforma da Previdência, que já demanda discussão para muitos carnavais e que vai medir as habilidades de estrategista do presidente Jair Bolsonaro. Em apenas dois meses, as polêmicas, as tragédias, a crise na Venezuela e o índice de desemprego que insiste em permanecer alto fizeram o tempo voar.
Infelizmente, em muitos lugares, a maior festa popular não resistiu à falta de apoio do poder público e da iniciativa privada. A "folia" em Londrina é a amostra de um Carnaval que teve seu dias de glória e agora sobrevive graças a poucas iniciativas. Neste fim de semana, a FOLHA foi buscar as memórias de pessoas que viveram as gloriosas festas de Momo em um tempo em que a cidade tinha cinco escolas de samba, blocos de rua e muita animação nos clubes sociais.
Joaquim Braga, um dos fundadores da Escola de Samba Quilombo dos Palmares, acredita que o carnaval de rua londrinense morreu por falta de incentivo, tanto do poder público quanto da população. Em 2019, a verba do Promic, o Programa Municipal de Incentivo à Cultura, foi destinada a três projetos selecionados, o Bailinho do Plantão, comandado pelo elenco de palhaços do Plantão Sorriso; o Bloco Folia da Cidadania e o Bloco Bafo Quente.
Em muitos municípios, a viabilização do Carnaval acontece por meio de parceria entre escolas de samba e iniciativa privada. O que parece ideal, pois é inegável a força que o Carnaval tem para alavancar a economia em muitas regiões. Feriado em alguns municípios e ponto facultativo em outros, essa festa não serve apenas para viajar, esquecer os problemas, liberar o estresse ou conhecer pessoas. Há muitos prefeitos e empresários que sabem aproveitar a oportunidade para transformar a animação em bons negócios, influenciando positivamente o cenário econômico do País.



