Orgânicos, para mais segurança alimentar
Uma homenagem que se pode prestar ao trabalhador neste 1º de Maio é o da gratidão, porque sem ele a nação não se sustentaria. E trabalhador não é apenas aquele simbolizado pelo agricultor puxando uma enxada, pelo operário da construção civil com seu capacete, pelo metalúrgico, pelo enfermeiro, mas pelos brasileiros em geral que dão duro na labuta diária. Aí incluído o empresário, que além de empregador é também um obreiro em seu negócio. A gratidão, portanto, deve ser para todos, significando uma abrangente troca de reverências.
O Dia do Trabalho não deve focar-se apenas nas reivindicações salariais mas também na exaltação à missão de toda essa gente, que trabalha incessantemente e faz desse mister não apenas um compromisso de vida mas também um deleite. Porque as pessoas na grande maioria gostam de trabalhar, e este é um dom intrínseco do ser humano. Se existem os acomodados e os políticos pouco produtivos, a quase totalidade dos brasileiros faz da arte do trabalho a sua principal ocupação. Certamente que alguém, mais uma vez, escreverá ou dirá neste dia que ''não há nada a comemorar'', mas esta é uma afirmação desprovida de verdade, porque a celebração está no exercício do trabalho e nos seus prodigiosos resultados. É certo também que ainda é grande o número dos que trabalham muito e ganham pouco e dos que - pela falta de emprego - não recebem ganho algum, mas a batalha para reverter esse quadro não é uma causa perdida. Com a melhoria da situação econômica que aos poucos vem ocorrendo, por mérito das classes empreendedoras e da legião dos trabalhadores, essas conquistas sociais serão sem dúvida alcançadas. Hoje é sobretudo um dia para se comemorar a vitória do trabalho.
Repetir o chavão de que todo dia é dia de celebrar o trabalho não é apenas uma expressão mas o fantástico realismo que propulsiona a vida humana. O trabalhador e o Dia do Trabalho não devem ser apenas um tema de uso exclusivo das representações classistas do operariado, avessas a reformas, mas de toda a sociedade e dos Parlamentos, e remete para a necessidade de discussões como a da reforma da legislação trabalhista, que nas condições em que está é inibidora do emprego. Lutas como esta não podem ser abandonadas, mas que se faça uma trégua na data de hoje para uma sublimação aos trabalhadores, pelo grande benefício que trazem por via da produção de bens de uso e consumo e pela causa da abundância e da tranquilidade social.





