Oposição do PMDB defende liberação para coligações
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quinta-feira, 09 de maio de 2002
Alexandra Penhalver<br>Agência Estado 
São Paulo - A ala oposicionista do PMDB defenderá a liberação das alianças nos Estados na convenção nacional do partido, em junho. A decisão foi tomada ontem, em São Paulo, onde se reuniram o presidente paulista da legenda e líder dos oposicionistas, Orestes Quércia, pré-candidato a governador, o senador Roberto Requião (PR), o ex-deputado Paes de Andrade (CE) e alexandre Dupeyrat, assessor político do governador de Minas Gerais, Itamar Franco, além de representantes de Sergipe. O objetivo é liberar o PMDB nos Estados para que cada um siga o seu destino, informou Quércia.
A decisão deve ser levada à reunião com o senador José Sarney (PMDB-AP), na na próxima quarta-feira, em Brasília. Sarney, que tem força política na sigla no Nordeste, uniu-se aos oposicionistas por não concordar que a agremiação faça uma coligação com o PSDB em torno da candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência da República.
Depois disso, os oposicionistas devem visitar as unidades da federação e tentar conseguir maioria para vencer o encontro nacional. Atualmente, há 574 votantes na convenção, que somam cerca de 700 votos. Quem tiver maioria na reunião - 50% mais um do total de votos - vence a disputa.
Os oposicionistas, que sempre defenderam a candidatura própria, desistiram da idéia por saberem que não conseguiriam vencer os governistas. Mas, agora, os usarão como argumento o baixo desempenho de Serra nas pesquisas e o ressurgimento do episódio do suposto pedido de propina que envolve o ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira, ligado ao PSDB, para fortalecer a tese da liberação das alianças.


