O crescimento da economia e da oferta de empregos trazem uma boa notícia: o aumento da formalização do trabalho entre jovens (16 a 24 anos) e idosos (mais de 60 anos). O fato é positivo porque esse público, que geralmente fica à margem do mercado, inicia um movimento de inclusão com o recebimento de vantagens, como o pagamento de benefícios, recolhimento de encargos e salários mais altos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sem carteira assinada a média salarial do Paraná é de R$ 1.012,54; com a formalização, o valor sobe para R$ 1.571,53.
A informalidade é uma características da população idosa e dos jovens. A pesquisa do IBGE (com dados do ano passado) aponta que entre os mais velhos (considerando apenas os ocupados), o índice chega a 71%; entre os mais novos, o percentual é de 46,5%. Mesmo assim há avanços. A formalização entre os idosos, por exemplo, cresceu quase dez pontos percentuais, saindo de 19,7% (em 2001) para 28,3% (2011). Isso demonstra que a cultura dos brasileiros está mudando. Com o aumento da expectativa de vida e da melhora da qualidade de vida, é natural que os idosos continuem participando ativamente da sociedade. O mais importante é que eles têm sido reconhecidos, seja pela própria experiência profissional e pessoal ou pela maturidade.
Já entre os jovens, a explicação recai sobre a falta de mão de obra disponível no mercado. O ''apagão'' registrado em muitos setores produtivos acaba por absorver o trabalhador disponível no mercado. É positivo, mas é importante frisar que qualificação é fundamental. Desta forma, são maiores as oportunidades de ingresso no mercado e de conquista de vagas melhores. Também vale destacar que foram exatamente os jovens que mais contribuíram para o aumento na formalização, com redução de 12,7 pontos percentuais na taxa de informalidade (entre 2006 e 2011).
A queda da informalidade deve ser comemorada porque demonstra uma certa maturidade do mercado profissional. Indica que o Brasil está no rumo do verdadeiro crescimento.

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