Recentemente, o governo do Paraná e a prefeitura municipal anunciaram a construção de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na região sul de Londrina.

Fiquei contente, pois é uma região que tem pouquíssimo equipamentos públicos e muito menos indústrias.

Passando por perto do local, numa tarde, muito calor, parecia que o asfalto derretia, olho e me deparo com muitas árvores cortadas. Com muita indignação, passo a questionar: será que arquitetos e engenheiros não estão sendo formados a pensar em construções que não aumente impactos no meio ambiente ou será ânsia de levantar um prédio, ou melhor, iniciar, porque nunca sabemos quando terminará?

Era necessário derrubar as árvores? Qual é o papel da Sema (Secretaria Municipal do Ambiente) nesse município? lembrei o Pronto Atendimento Infantil, quando lotado, crianças e pais ficam do lado de fora e num calor escaldante.

Parece que a premissa que reina na saúde londrinense e paranaense é a medicalização, aplicativo e não o preventivo. As árvores derrubadas acabam simbolizando essa perspectiva, pois ao contrário estariam em pé em prol de todos.

Carlos Roberto de Oliveira (professor) Londrina

Falta de respeito básico

A desigualdade em nosso Brasil é uma beleza no sentido da palavra, porque em recente pesquisa constatou-se que mais de um milhão de brasileiros não têm um banheiro em casa e cinco milhões têm quatro banheiros ou mais. A família que não tem esse direito básico vive igual gato, fazendo suas necessidades e enterrando. Por outro lado, quem tem quadro banheiros não tem culpa porque o problema não são os quatro banheiros, mas a falta do banheiro em uma casa.

Enquanto se gastam bilhões em verbas para políticos fazerem campanha ou receber verdadeiras regalias dos cofres públicos, por que não criam um programa para o pobrezinho fazer o número um e o dois com dignidade e não se arriscando levar uma picada nas partes baixas por algum animal peçonhento.

Se tem dinheiro para todas as formas de gastos com políticos, arrumem dinheiro para resolver esse triste problema.

Manoel José Rodrigues (assistente administrativo) Alvorada do Sul

Filas e lentidão no trecho da BR-369 - até quando?

Mais uma vez, os amigos da cidade de Londrina foram surpreendidos por um "paradão" na BR-369. Os homens e maquinarias trabalhando para conservar a rodovia - coisas que poderiam ser feitas na noite para não atrapalhar o trânsito. Na década de 1960, o prefeito da cidade de São Paulo, Faria Lima, foi elogiado e o povo queria que ele fosse presidente da República porque ele mandava fazer as obras nas vias públicas à noite, para suavizar o trânsito. Deveras, contudo, sabemos que os trabalhadores e empresas não têm culpa. Aquilo é reflexivo da Constituição de 1988. Que haja ainda mais paciência, enquanto a nova carta não esteja acolhida e aprovada.

Osamu Arazawa (contador) Londrina

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