Momento difícil
A Reforma da Previdência vai dar muito pano pra manga. Não vai ser de forma pacifica e suave, uma vez que vai mexer com toda a sociedade. É como uma enorme barragem que apresenta fissuras que crescem a cada dia e que se não for contida a tempo vai se romper e levar o pais por água abaixo. Diante dessa constatação, cada brasileiro tem que arrancar um pouco de brasilidade e de patriotismo e dar sua cota de sacrifício para salvar a pátria. Esse espírito de sacrifício só vai ser possível se a classe política também se incorporar, e abrir mão de seus privilégios absurdos, que a invigilância do cidadão comum deixou chegar. Não que essa economia vá resolver o rombo da Previdência, mas vai dar força moral para mostrar a todos que o problema não e brincadeira; vai exigir sacrifícios, boa vontade, união e determinação. Será também uma ótima oportunidade de a classe politica resgatar o prestígio e apoio da população, sem a qual é impossível implantar as muitas reformas que já deveriam estar funcionando. É certo que existem bons políticos que exercem a nobre missão de trabalhar pelo bem comum, mas por ora ainda não são maioria. Em breve poderão ser maioria, porque vamos vigiá-los mais de perto.
SILVÉRIO DA SILVA, empresário (Londrina)



Que tal o município vender o Bosque?
Parece estranho, mas veremos que não é tanto assim, desde que os recursos obtidos com a venda sejam administrados por setores da sociedade organizada. Jamais pelo Executivo e nem o Legislativo. Com esse dinheiro, teríamos mais creches, escolas, postos de saúde etc. Além disso, com a “erradicação” do Bosque, poderia dar continuidade à rua Piauí, melhorando o fluxo da região; acabaria de vez com os pombos e pássaros que infestam de fezes o nosso centro;
a iluminação seria outra; e, o mais importante, acabaria de vez com a possibilidade de surgir uma cracolândia no centro de Londrina. Porém, se você me perguntar se o Bosque tem que acabar, eu diria que não, o que tem que acabar é a má vontade, a incompetência administrativa e o desrespeito com a população no trato com o bem público. Seria o mesmo que pedir para acabar com o Central Park ou Jardim de Versalhes, só que lá o poder público cuida.
JOÃO ABRÃO, aposentado (Londrina)

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