OPINIÃO DO LEITOR: Mal súbito vs doença da vaca louca
O governo Brasileiro, seja Bolsonaro (antigo) ou Lula (atual), negligenciou na vacinação de bovinos, mormente, no Estado do Pará. Como toda omissão têm reação ruim, amargam o resultado do aparecimento – já comprovado – da dita, lida e tida doença da vaca louca.
Nosso maior importador, a China, barrou imediatamente qualquer entrada da carne brasileira quando detectou a presença de proteína contaminada na carne brasileira. Foram rápidos e certeiros.
Isto porque, a carne contaminada pela proteína com príons, segundo diz a melhor ciência veterinária, aquela que entende do assunto, alerta drasticamente para a rapidez do desenvolvimento em humanos: “A doença da vaca louca em humanos é uma doença rara neurodegenerativa que causa lesões cerebrais graduais e definitivas. Conhecida cientificamente como Variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJv), a doença da vaca louca é causada por príons, que são proteínas anormais, que se instalam no cérebro e causam a destruição das células nervosas.”
A China foi criteriosa com seus cidadãos; e o Brasil? Sobre este triste enredo, versa nosso esforço aqui. A carne barrada por suspeição pode estar nas prateleiras do Brasil? Caso sim, causaria um surto de mortes por “mal súbito”.
A notícia de doença da vaca louca e embargos chinês ocorreu em 23 de fevereiro de 2023, prestem atenção, e recentemente, a carne brasileira caiu o valor em 30%. Foi mágica ou cortesia da indústria? Óbvio que não.
É certo, muito verdadeiro afirmar, que a queda no valor é em razão da grande oferta do produto - carne, que sobejou nos frigoríficos após embargo chinês. As datas moldam a verdade: do embargo internacional e a repentina queda de preço.
Ora, é aplicar a lei da oferta e demanda: quanto mais produtos, menor é o preço.
Ademais, o governo não explicou qualquer ação administrativa para o barateamento do valor da carne, o que leva, via caminho da dedução lógica, que o responsável pela queda de preço é a carne da exportação não aceita por outro país.
Desta forma, conforme se depreende da única interpretação possível, sem panos e omissões, o chefe de Estado e seus ministros, precisam explicar este bojo fático e coligado à toda nação brasileira; o que merece e necessita de pronta, enérgica e veemente exprobração do povo brasileiro
Ronan Wielewski Botelho (filósofo) Londrina
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