Despertar
Estou muito feliz com as notícias de que existem milhares de brasileiros despertando de sua letargia política secular e assumir seu dever de cidadão. São centenas de movimentos pipocando em todos os recantos da Nação buscando uma renovação e um novo Brasil (bendita crise). Sempre alimentei a esperança de que um país melhor deve começar de baixo para cima, porque de cima para baixo os bons resultados têm sido poucos e quando acontecem têm a duração breve como o voo das galinhas. E o dinheiro para saúde, educação, segurança, infraestrutura tem sido mais curto que coice de porco. Mas agora o cidadão comum está acordando e vai dar as cartas. É animador observar que boa parte das iniciativas partiu de jovens que alimentam um idealismo sadio que vai povoar o setor público nas próximas décadas. Isso tem que ser comemorado porque eles colocarão o País na altura de seu potencial. Das muitas reformas que estamos carentes, a mais urgente é a reforma ética, não só na política, mas em todas as atividades. É urgente que debrucemos sobre esse problema e identifiquemos em nossos hábitos nossos valores, nossa cultura o que tem travado nosso avanço. E que bom que isso já começou acontecer. Temos muitas reformas urgentes para fazer, mas a mais importante é a reforma ética. Temos que começar agora e fazer um esforço coletivo para que a nova geração seja renovada em seus valores. Vale a pena, pois uma vez isso alcançado teremos melhores políticos, melhores eleitores melhores profissionais em todas as áreas. Não basta só a competência técnica. É preciso aprender a importância do bem que um trabalho bem feito pode propiciar a nosso semelhante.
SILVERIO DA SILVA (empresario) - Londrina

Preciosidades musicais
Assim como existem metais e pedras preciosas, na música também existem as preciosidades musicais. São músicas que apesar de já terem sidos executadas milhares de vezes, toda vez que ouvimos ou tocamos, não nos cansamos ou como se diz, não enjoamos delas. Hoje dificilmente encontramos dessas músicas novas, pois muitos dos compositores e poetas que faziam-nas e que possuíam grande musicalidade e criatividade, já faleceram. A linha melódica e melodia dessas músicas casavam com as letras (ou só instrumentais), de maneira personalíssima que as tornaram por assim dizer, imortais. Mas tudo isso também tem a ver com cultura e bom gosto de quem as executam ou ouvem-nas.
SWAMI VERONESI (músico) – Santo Antônio da Platina

Reformas
A meu ver as reformas só surtirão o efeito desejado se for trocada a ordem de suas apresentações. Em vez de estarem batendo o martelo em cima da reforma da Previdência, que tal iniciar a reforma política? Se não pusermos um freio na roubalheira desenfreada que ali está incrustada, leia-se Congresso Nacional de cabo a rabo, nada será feito de bom neste País. Para que 81 senadores e 513 deputados federais? Se o senador representa o Estado, então nada mais justo do que ter apenas um por unidade federativa. Quanto aos deputados, acredito que uns 100 já estaria de bom tamanho. Na reforma deixar explícito que irão acabar todas as regalias. Afinal de contas, são funcionários públicos como qualquer um que prestaram concurso para o serviço público. A diferença está justamente que eles não prestaram concurso, foram eleitos por um período determinado. Portanto, nada de ajuda disso e daquilo. Irão residir em imóvel a eles destinados e pagarão o aluguel, água , luz e telefone do próprio bolso. Quer passear? Tudo bem, mas paga a passagem do próprio bolso. Terão direito apenas a uma ajuda de custo para chegar à Brasília e outra para dela retornar ao seu local de origem ao término do mandato, como faz qualquer funcionário de um Banco do Brasil por exemplo. Acabar com a famigerada verba de gabinete, serão auxiliados por funcionários concursados da Câmara e do Senado e ponto final. Extinguir de vez os tais cargos comissionados. Enfim, proceder com lisura e respeito para com o contribuinte brasileiro que é quem paga seus salários. Pensem nisso.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (autônomo) – Londrina

O mesmo sangue de sempre
Com as eleições se aproximando, logo vêm os candidatos com as mesmas promessas, pensando - muitas vezes acertando - que o eleitor tem memória fraca e que acredita de que dessa vez vai ser diferente. Infelizmente, pela ignorância de muitos eleitores, os candidatos conseguem se eleger prometendo ser o sangue novo na política, mesmo estando eles há muito tempo lá representando a ele mesmo e seus interesses. O povo está amarelo de tanto ter o seu sangue sugado por eles e parece já se acostumou com os dráculas da política. Na posse dos eleitos no ano que vem, a maioria dos atuais políticos certamente voltará com mais um mandato, muitas promessas. Todavia, somente uma a gente sabe que se cumprirá: a aparição deles depois de 4 anos. É mais fácil vampiro doar sangue, formiga fazer jejum de açúcar do que a maioria dos brasileiros aprender a votar e extirpar este cancro maligno do seio do poder.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

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