OPINIÃO DO LEITOR
IPTU 2018: pagar ou mudar?
Instalou-se uma polêmica sobre o IPTU 2018 com grande clamor público frente ao aumento formalizado pela gestão do prefeito Marcelo Belinati. Agora, o que temos a aviventar é a posição do secretário de Fazenda, Edson de Souza, que em entrevista teve a ousadia de dizer que não está satisfeito com o valor do IPTU que se mude. Nunca é demais evidenciar que o referido secretário fala em nome do prefeito, e este tem o dever de vir a público para justificar esta impertinente opinião/sugestão. Com a palavra o prefeito, que vem se esquivando o quanto pode de discutir o tema IPTU.
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) Londrina
Brasil violento
O Brasil passou a ser considerado o país mais violento do mundo. Os crimes tornaram-se comuns e cada vez mais brutais. Como o Estado perdeu o seu controle, tornam-se cada vez mais frequentes. Espanta-nos a passividade das nossas autoridades. Princípio de física ensina que "toda reação corresponde a uma reação na mesma intensidade", mas o Estado perdeu o controle da situação.
A anomalia é inspirada no comportamento da nossa política. Diminua-se o gigantismo do Congresso, não precisamos de 513 deputados, nem de 81 senadores, menos ainda de 24 mil funcionários públicos. Cortem ainda o cartão corporativo, o auxílio moradia, parte da verba de gabinete, os injustificáveis supersalários, verba do Fundo Partidário, o ressarcimento de gastos pessoais, e olho nas verbas da Lei Rouanet! E, por fim, reforma do Código Penal.
ANTÔNIO SCARPARI DAMETTO (aposentado) Londrina
A Justiça é cega?
Muito se tem falado nos efeitos da "judicialização", e no absurdo que o protagonismo do Judiciário vem impondo sobre a democracia brasileira. De fato, refundada pelo Barão de Montesquieu, a doutrina da "Separação dos poderes", desde o princípio da trias política da Grécia antiga, é clausula pétrea de qualquer constituição que se queira chamar democrática. "Para que não haja abuso, é preciso organizar as coisas de maneira que o poder seja contido pelo poder. Tudo estaria perdido se o mesmo homem ou o mesmo corpo dos principais ou dos nobres, ou do povo, exercesse esses três poderes: o de fazer leis, o de executar as resoluções públicas, e o de julgar os crimes ou as divergências dos indivíduos", diria em seu "Espírito das leis", o bom e velho, Charles-Louis de Secondat. Estupefatos, ergueram-se as vozes liberais (dos que se julgam) legítimos defensores do Estado de direito. Urram também os mais encruados fundamentalistas da esquerda e da direita, bradando que a Constituição foi rasgada, que está sagrando e ferida de morte. Ora, onde está a novidade? Desde quando houve verdadeira independência entre os poderes neste nosso querido Brasil varonil? Ao contrário, por décadas (ou séculos), sempre houve muita desfaçatez e promiscuidade, nas relações muito "pouco republicanas" entre Executivo e o Legislativo (em todas as instâncias). Vemos isto hoje escancarado, na tragicomédia nomeação da ilustre, ex-quase futura, quem sabe, talvez, ministra do Trabalho....esqueci o nome Brasil!| Sendo a Justiça, cega, parece que demorou a perceber o tamanho da farra, embora alguns operadores do direito, não sejam exatamente penetras. Meu medo é que, se cair ou esgarçar a venda, Temis, queira participar da mixórdia também. A propósito...não fomos convidados!
ALBERTO NOLLI (empresário) Londrina
Brasileiro é bonzinho
Em nome dos cidadãos daquele país que investiram e tiveram prejuízos com as ações da Petrobras, o governo brasileiro assinou um acordo bilionário na Justiça com os EUA. Os mesmos desmandos e achaques nesta mesma empresa geraram também bilhões de prejuízos aos fundos de pensão no Brasil. Aqui não houve acordo com governo. Foram os participantes dos fundos que tiveram que arcar com o desequilíbrio com novas contribuições por 15, 16 ou 20 anos. Recentemente, foi divulgada uma apreensão de centena de contêineres contendo madeira retirada ilegalmente da Amazônia. Elas estavam sendo enviadas para empresas dos EUA e da Europa. Alguém acredita que o governo brasileiro acionou judicialmente os países envolvidos para conseguir um acordo que cubra os prejuízos do Brasil com esses negócios irregulares e corruptores?
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina
Correção
O título correto de nota publicada na seção "Curtas" (Folha2, 30/01) é Sesi Paraná.
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