Quarentena para conselheiros
Lamentável o que vem ocorrendo em Londrina com a Operação ZR3 deflagrada pelo Gaeco. Fui presidente do ConCidades-Londrina em 2010 e, já naqueles dias, penei e não obtive sucesso para que os fluxos de trabalhos fossem encaminhados ao ConCidades. Sempre esbarrava na existência do CMC (Conselho Municipal da Cidade). Enfrentamos um lobby fortíssimo dos setores interessados nos rumos e nas mudanças que deveriam ocorrer em nossa cidade. As competências do ConCidades aterrorizavam estes grupos, inclusive o Legislativo, que costumeiramente, ouvia-se nos bastidores, era chamado de "Conselhão". Agora, vemos três integrantes do CMC sendo investigados. É preciso urgentemente desfazer esse imbróglio que se arrasta há oito anos. Que se oficialize e decretem de forma definitiva e legal o ConCidades-Londrina. Faz-se necessário a extinção do CMC, pois sua composição o fragiliza. Também é preciso estabelecer uma quarentena para aqueles que se elegem para os conselhos municipais. Há um número considerável de conselheiros que migram de um conselho para outro, abrindo espaço para possíveis investidas de pessoas com interesses escusos. O interesse publico está acima de tudo! O melhor caminho é a quarentena.
LIDMAR JOSÉ ARAUJO (ex-presidente do ConCidades) - Londrina

Enquanto isso em Londrina..
A vergonha toma conta do cenário político brasileiro. Até quando o cidadão será enganado por pessoas sem compromisso, sem caráter e sem dignidade? E quando pensamos que a corrupção está longe, ela está bem perto de nós, acontecendo dentro da nossa cidade através de atos sórdidos, uso indevido do recurso público que deixa de atender às necessidades do povo para atender aos interesses próprios dos que pregavam o interesse coletivo. Lamentável! Que a Justiça coloque cada um em seu devido lugar, que possa haver punição para que o brasileiro volte acreditar em uma política saudável que ainda é possível se fazer.
EDUARDO CALDEIRA (advogado) – Londrina

Condenação de Lula
O filósofo e professor Roberto Romano, da Unicamp, afirmou na imprensa que a decisão que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em segunda instância, "foi impensada". Acredito que esse cidadão não aprendeu nada de filosofia na faculdade, caso contrário seguiria o conselho do grande mestre Pitágoras: "Se o que tens a dizer não é mais belo do que o silêncio, então cala-te!".
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Vai trabalhar, senadora!
Senadora Gleisi Hoffmann, a senhora foi eleita pelo povo do Paraná (não com meu voto, claro) para defender os direitos do Estado e da população que a elegeu, que afinal paga suas mordomias com o suor dos impostos que não são poucos. Então, pergunto, o que a senhora estava fazendo ao lado do condenado Lula no ato do PT quarta-feira na Praça da República? Vá trabalhar senadora, sua vez está chegando.
ANTÔNIO CARLOS PESCADOR (autônomo) - Londrina

O 'mal do poder louco'
Fica desfocado no grande julgamento do momento o problema maior da política (brasileira e mundial): "O mal do poder louco". Não é de hoje que o povo segue ou combate apaixonadamente algum nome de uma figura ilustre. Nisso o povo se divide, se enfraquece e não pensa. O cerne da questão deveria ser como tornar figuras públicas menos ilustres e poderosas. E não são somente os chefes de Estado, os governadores e prefeitos acometidos do "mal do poder louco", parece que qualquer pessoa que entra no sistema político se transforma ou é transformado num pequeno tirano. Não podemos generalizar, mas mesmo pessoas humildes e coerentes se perdem nas amarras do "poder louco". A vacina contra o "mal do poder louco" poderia ser um boicote da população no período eleitoral. É neste momento que os políticos tanto cortejam o povo. É este o momento mais vulnerável dos políticos. Poderíamos, como população, inverter o jogo? Mas será que vamos ser capazes ou vamos continuar a defender um ou outro lado? É hora de a comunidade ganhar autonomia e assim o "mal do poder louco" se extinguir.
DANIEL STEIDLE (educador ambiental) – Londrina

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