OPINIÃO DO LEITOR
Aproveite o embalo, prefeito
Já que a popularidade do prefeito e de 14 vereadores de Londrina foi bastante abalada com a cobrança dos novos valores do IPTU, seria a hora de aproveitar o desgaste para tomar outras medidas impopulares, porém extremamente necessárias. No embalo do "perdido por 1, perdido por 10", é o momento oportuno para cortar privilégios e interesses de grupos corporativos. Acelerar as providências para a mudança proposta na jornada de trabalho na prefeitura de 30 para 40 horas semanais, melhorar acentuadamente a produtividade do funcionalismo, combater os supersalários que impactam a situação financeira da Caapsml, executar os grandes devedores do município e privatizar a Sercomtel são necessidades prementes para fortalecer o caixa e dar estabilidade mais longeva à administração municipal. A ocasião é estratégica para revogar a lei que exige o plebiscito para vender a nossa companhia telefônica. Muito bem configurada por Hosken de Novaes, a empresa foi criada para dar desenvolvimento nos primórdios da telefonia local. Apesar do seu uso político por alguns prefeitos e do brutal desfalque que foi vítima, quando metade do seu patrimônio foi parar no bolso de políticos desonestos, a Sercomtel cumpriu um papel importantíssimo no crescimento econômico e social de Londrina. Hoje o cenário nacional do sistema de comunicação é diverso de outrora e, na qualidade de única empresa pública atuando no segmento, ela não consegue competir com as gigantes do setor. Resta-nos reconhecer a sua importância desempenhada até aqui e a valiosa participação no progresso do município. Todavia, é imperioso deixar o romantismo de lado e privatizá-la antes que seja tarde demais, se é que ainda é possível salvá-la.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Banda Municipal
Fiquei triste ao ler a carta da sra. Maria Aparecida Vivian de Carvalho (Opinião, 18/01), que se refere ironicamente à Banda Municipal de Londrina, dizendo que ela voltou por motivos políticos. Gosto de ouvi-los tocar e sei que a banda passou por momentos muito ruins, ao longo de algumas gestões anteriores, mas nunca deixou de existir. Seus componentes são músicos de respeito, competentes, munícipes de Londrina como todos nós. Mas são, também, pelo que eu saiba, funcionários que têm que obedecer ordens. Portanto, creio que não cabe o comentário de que "findado o mandato, nunca mais veremos esta banda". Se assim fosse, todo o funcionalismo teria que ser demitido a cada 4 anos. Vida longa para a Banda de Londrina!
NINA CARDOSO (psicóloga aposentada) Londrina
Saúde fiscal do Estado
A notícia "O Paraná tem uma das melhores situações fiscais do País" (Política, 17/01), levantado pelo especialista em contas públicas Raul Velloso, deve ser avaliada com mais profundidade. Creio que um dos levantamentos a ser investigado, para se concluir este efeito "favorável" seria, por qual razão em meados de abril de 2015 a aprovação de lei (18.469/2015) permitiu transferir do fundo da ParanáPrevidência para o caixa único do Tesouro Estadual cerca de R$ 8 bilhões. Naquela oportunidade, o MP junto ao TC-PR alegou inconstitucionalidade na mudança de gestão de recursos da previdência estadual, além de inconstitucional, fere a Lei de Responsabilidade Fiscal. Também, a regra geral contida na Lei Federal 9.717/98 (art. 6º, inc. V) em que consta expressa vedação de utilização dos recursos do Fundo de Previdência para suprir deficits do Estado. Portanto, uma pergunta simples a ser feita seria: qual o montante deste fundo atualmente? Se o montante for inferior (ou até mesmo igual), podemos concluir que a situação fiscal não seria positiva, muito pelo contrário!
RODOLFO PURPUR JÚNIOR (administrador) Londrina
Gleisi, intragável
Concordo plenamente com a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao afirmar que "para prender o Lula, vai ter que prender muita gente". Inclua-se nessa "muita gente", senhora Gleisi, juntamente com o seu marido, ambos envolvidos até o pescoço em denúncias de corrupção na Lava Jato.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





