Maluf, Pizzolatto e indulto de Temer
A tardia prisão de Maluf derruba a máxima de que "a Justiça tarda, mas não falha". Falha sim, e gravemente, porque nesses 20 anos entre o roubo que ele praticou na Prefeitura de São Paulo e o seu julgamento prescreveram vários crimes intrínsecos ao delito. Foram desviados cerca de R$ 1,3 bilhão e nem 20% desse valor foram recuperados. Não bastasse o teatro que protagonizou por ocasião da sua prisão, agora vem o seu advogado pressionar, alegando que ele pode morrer na Papuda. É hora de perguntar quantos já morreram nas filas dos hospitais pela falta do dinheiro que ele roubou? Para completar a encenação caricata, o ministro da Saúde, o paranaense Ricardo Barros, fez críticas veementes à prisão, defendendo incisivamente a liberdade do criminoso Maluf. Que vergonha! Já a leniência dada a Pizzolato prova que a nossa Justiça virou motivo de chacota. Depois de condenado a quase 13 anos de prisão por vários crimes de corrupção, teve sua situação agravada por fugir do Brasil com passaporte falsificado. Não ficou nem 4 anos preso. E o mais grotesco: a multa pela condenação foi parcelada em 945 meses. Ele vai terminar de quitá-la quando comemorar seus 150 anos de idade. Isso é debochar descaradamente do povo brasileiro. Perderam definitivamente o senso do ridículo e a compostura. Tudo isso chancelado pelo ministro Luiz R. Barroso, que ultimamente vinha proferindo eloquentes discursos contra a impunidade, mas que na verdade é o grande protetor dos "mensaleiros petistas". Mais decepção, desesperança e incredulidade no STF. Finalizando esse show de tolerância ao crime, o indulto natalino de Temer é como se fosse o réu prolatando a sua própria sentença.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

Evangelizar é preciso
Quando havia muita mata e muito bicho por aqui, quando havia muito trabalho a ser feito para que chegássemos a ser o que é essa cidade, quando chegaram povos das mais diversas nações e de vários Estados brasileiros, cada qual com sua fé, havia uma só preocupação em relação à religião: o temor a Deus. Respeito a Ele na diversidade tanto de religiões quanto de relações sociais. Tantos povos e nenhum conflito religioso. Não havia essa conversa de intolerância. Havia sim respeito ao próximo. Amar a Deus sobre todas as coisas era amar o próximo incondicionalmente: "Amai-vos como eu vos amei". E amar assim é amar sem preconceitos. Isso é amar verdadeiramente. Olhando uma foto antiga de Londrina onde é hoje a Catedral, penso que lá no alto daquele espigão os nossos pioneiros colocaram uma cruz para lembrar que Cristo já estava no meio deles. E hoje continua no meio de nós. E que a cada missa Jesus se renova em nossas vidas. Não num memorial apenas, mas na atualização de nossa fé. Que a paz esteja contigo, seja qual for a sua religião. Nossa missão hoje é despertar o amor ao próximo onde estivermos. Que tal começar agora?
DAILTON MARTINS (comerciante) – Londrina

Cristiane Brasil
Cotada para o Ministério do Trabalho, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) está inclusa no banco nacional de devedores trabalhistas por ter dado calote no pagamento de um motorista que lhe prestava serviços particulares, tendo sido já condenada pela Justiça. Assim, nomeá-la (se ocorrer) como ministra do Trabalho é tão absurdo, incoerente, imoral e injusto quanto conceder saída temporária da prisão a Suzane Von Richthofen por ocasião do Dia dos Pais.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Republiqueta das bananas
A desculpa esfarrapada e cômoda de que o impedimento de Michel Temer como presidente traria desordem ao país demonstra o quanto o povo se acovardou diante da barbárie e o quanto se apequenou diante de algo que poderia mostrar para os futuros políticos que a população havia mudado da atitude passiva e covarde para uma atitude de superação apesar de todas as consequências. Com isso, os escândalos se multiplicaram porque a classe política sentiu que o gigante é só um tampinha dormindo eternamente em berço esplêndido. Em qualquer país sério, essa corja de Brasília estaria unida para sempre atrás das grades. Aproveitem porque nesta republiqueta de bananas somos todos bananas de nascença.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

Medida limita luta pela sobrevida!
Muito injusta a medida do prefeito de Curitiba, Rafael Greca, que limita o uso do cartão isento do transporte para aposentados por invalidez. Muita gente sem recursos vai ficar impedida de usar o transporte com o cartão, para dar continuidade a seus inúmeros procedimentos médicos, o que é lamentável. É o poder público tirando direitos adquiridos da população que mais precisa!
CÉLIO BORBA (aposentado) - Curitiba

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