Que venha o Profis!
Eu também tomei um susto esta semana. Digo também porque certamente não fui o único. Foi quando recebi meu carnê do IPTU. Como de costume, ao receber a Folha de Londrina, minha primeira leitura é na página 2 (Opinião do Leitor). Não foi surpresa nenhuma me deparar com quatro cartas muito bem redigidas. Todas sobre o mesmo assunto: IPTU. Preparem-se sr. prefeito e vereadores para a maior onda de inadimplência da história desta cidade. Não por maldade, mas por falta de condição financeira mesmo. Preparem-se também para um novo Profis. Aguardaremos. Não vai demorar.
JOSÉ ROBERTO DIAS (bancário aposentado) – Londrina

Corte de despesas ou aumento de receitas?
Com problemas financeiros, diminuímos as despesas; o poder público aumenta as receitas. Daí, além das normais agruras, termos de arcar com aumento de taxas e impostos. O que foi lançado no seu IPTU é só 60% do valor final, é pouco? Lembro a leitora Maria R.M. Reis (Opinião, 11/01) que o atual prefeito foi um dos responsáveis por ficarmos 16 anos sem atualização da planta genérica de valores quando foi vereador (2008-2012). Muito feliz as colocações do advogado Arão M.S. Neto (Opinião 12/01) ao citar a quantidade absurda de servidores na prefeitura. O sr. Cláudio Tedeschi, presidente da Acil, informou que as sugestões para corte de gastos não foram acatadas pelo prefeito (Política, 12/01). Disse: "Se faz necessário exigir corte de despesas antes de aprovar o ajuste do IPTU". Os vereadores se fingiram de surdos. Agora, jogam para a torcida e se reúnem com o prefeito para estudar medidas que minimizem o impacto da medida que aprovaram. Deixam o pai doente com aumento do IPTU e dizem que vão melhorar a saúde; impossibilitam o cidadão pagar estudo de qualidade aos filhos e dizem que vão aplicar na educação; tornam impossível comprar um carro e dizem que vão melhorar o asfalto. Previsão: será dado aumento aos servidores (chamado de reposição salarial) assim que os cofres da prefeitura estiverem cheios.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina

Mostrando as garras....
Nosso ilustre prefeito, bem como a Câmara de Vereadores, resolveram finalmente mostrar as garras. Como médico que é, sabe muito bem que na medicina, a prevenção é de suma importância na cura de muitos males. Se uma pessoa está com um dente doendo, unha encravada ou mesmo uma enxaqueca, evidentemente não seria aconselhável a aplicação de uma dose cavalar de morfina ou mesmo arrancar a cabeça do paciente para eliminar sua dor. O prefeito procurou se espelhar no governador Beto Richa, quando da majoração de todas a alíquotas possíveis, sempre no limite máximo para cobrir a desastrosa administração de algumas de suas secretarias de governo, como Administração e Educação (desastre total). Quando há defasagem de décadas, não se pode querer consertar em um ou dois anos. Há que se fracionar na mesma dosagem; senão o paciente morre!
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) – Londrina

Reajuste negativo de aluguel
O que a maioria das pessoas não sabe, é que é possível o reajuste do aluguel do final de 2017 de forma negativa, ou seja, quem paga o aluguel anual com previsão de reajuste nesse período, não pode sofrer aumento, mas sim a sua diminuição. Embora não condiga com a realidade do país, o fator negativo da inflação nos último semestre do país não acontecia há sete anos. Claro é que as imobiliárias não aceitam diminuir o valor, nem mesmo mantê-lo em prol do proprietário, que muitas vezes tem naquele aluguel sua principal fonte de renda. O Secovi, sindicato que representa o setor de habilitação de São Paulo, manifestou-se no sentido de que as imobiliárias devem respeitar o decréscimo, uma vez que o aumento sempre é aplicado, o que contraria a boa-fé no contrato de locação: "Se o contrato prevê o índice do IGP-M para reajuste, faz sentido de usá-lo quando é negativo também".
TATIANA GONÇALVES ANDRÉ (advogada) - Londrina

Réveillon para todos
Um ano velho morre, um ano novo nasce. A multidão apinhada, vestida de branco pacífico, comemora à beira-mar, dançando, cantando, comemorando. É uma madrugada agitada, regada a bebidas. Novas esperanças e sonhos por realizar. Ela também está lá. Mas ela não veste branco, nem veste o sorriso de todo o resto. Atrás dela uma sacola preta onde tilintam as latinhas cantando, enquanto sua boca silencia, cerrada, selada. É uma bolha cinzenta no mar de branco feliz, recolhendo as sobras das bebidas e dos sonhos para ter alguma esperança para si mesma, para a família. Um ano velho morre, um ano novo nasce.
LUÍS HENRIQUE TONIOLO SEREDIUK SILVA (estudante de Direito) – Londrina

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