Ambulantes em Londrina e o empurra-empurra
Retirados das ruas de Londrina na gestão desastrosa de Barbosa Neto, os ambulantes voltaram a tomar conta. Há de tudo. Ocupam espaços como donos perenes. Abordei a Guarda Municipal, questionando a venda de cigarros possivelmente contrabandeados. Disse-me o guarda que o assunto é da competência da CMTU. Abordei uma viatura da CMTU. Fui informado de que a reclamação deve ser feita à Guarda Municipal. Quando informei que já havia abordado a Guarda Municipal, o fiscal desconversou. Questionei se poderia ao menos verificar se há autorização para venda de cigarros por ambulantes. Resposta: ninguém tem autorização para estar nas ruas com bancas. É que a CMTU só poderia agir com a Guarda Municipal junto porque haverá confronto e violência. E mais: a população não aceita esse tipo de abordagem e não raro também entra em confronto com os fiscais e guardas. Assim, a cada dia aparece mais um ambulante que se instala nas calçadas.
REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor) – Londrina

Intolerância religiosa
É interessante, com tanta coisa no mundo para pensar em destruir e alguém pensa e age para destruir aquilo que representa algo bom. É claro que uma imagem é uma imagem, ninguém adora a imagem. Nenhum católico adora imagem. Sou católico e não adoro imagem. É uma forma de ver e usar a imaginação para trazer pensamentos que lembrarão o coração de Jesus e seu amor por nós. Vivemos na era da informação e olhamos ícones, portas, janelas que temos em nossos computadores e celulares e representam coisas que são as mais variadas possíveis. Escolhemos onde entrar. Por que não se preocupar com aquilo que faz mal ao invés do bem? Por que se preocupar em destruir algo que representa o coração de Jesus, o filho de Deus? Por que não pegou uma pilha de revistas pornográficas e ateou fogo? Por que não destruiu seu próprio celular que contém ícones? Também tem ícones ali. E se ficar muito tempo no celular é uma forma de idolatria. Não. Tinha que entrar na Catedral de Londrina e quebrar a imagem de Jesus Cristo porque acha idolatria. Ora,ora!
DAILTON MARTINS (comerciante) – Londrina

Desburocratização onde?
Lembro-me o quanto nosso ilustríssimo prefeito Marcelo Belinati, em época de campanha, falava da desburocratização para de abrir uma empresa, na facilidade, no crescimento de nossa cidade, na prosperidade que viria. Pois é, ainda estou aguardando o cumprimento da promessa eleitoral. Na época, me enchia de esperança de que teria mais clientes à procura dos meus serviços. O ano passou e nada mudou. A cidade não cresceu, pelo contrário, vejo absurdos no meu dia a dia. Prefeito, peço encarecidamente que analise melhor o zoneamento de nossa cidade. Preciso trabalhar e a cidade arrecadar. Como contadora, necessito de agilidade nos trâmites que estão cada vez mais burocráticos para não dizer impossível de se constituir uma empresa. Do jeito que está confesso que o desânimo vem à minha frente, pois não sei mais o que argumentar com meus clientes ou possíveis clientes. Praticamente o ano de 2017 foi empurrado com a barriga (dito popular). Quando consigo uma abertura de firma, o sistema trava e me impede de exercer minha profissão. Absurdos que deveriam ser analisados melhor. Uma empresa pequena (15 metros quadrados), onde se trabalha apenas os proprietários, e a prefeitura exige um plano de gerenciamento de resíduos sólidos ou em uma área central não conseguir um alvará de prestação de serviços de tapeçaria, onde o zoneamento não é permitido, dentre outros casos. Fico indignada com o porte e tamanho de Londrina, mas há tanta burocracia que eu não sei mais com quem e como pedir respaldo. Estou à disposição caso o prefeito se interesse em ouvir uma cidadã londrinense que se esbarra com tantas dificuldades legais que jamais passei.
ANA PAULA TANCK (contadora) – Londrina

Estreitar para lucrar
Tanto no passado como no presente, os projetos de loteamentos urbanos aprovados e autorizados para a venda e construção são elaborados sem nenhuma visão ou preocupação com o crescimento futuro na maioria das cidades brasileiras. Assim, torna-se inviável a circulação de veículos de médio e grande portes nas ruas. Na verdade, o crescimento dos municípios ocorre na mesma intensidade com que as montadoras lançam novos carros, maiores e mais confortáveis. Portanto, se faz necessário a confecção de planos compatíveis com visão de desenvolvimento para evitar transtornos no futuro. O mesmo ocorre nas garagens (menores) dos edifícios, causando perturbação nos proprietários de veículos.
JOÃO DYNCZUKI (professor aposentado) – Londrina

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