Força do jornal impresso
Parabéns pela FOLHA ter continuado a ser um grande jornal impresso no ano de 2017. A FOLHA demonstrou (creio que não sem dificuldades) que é possível manter um jornal impresso e de qualidade. Que em 2018 a Folha de Londrina continue a demonstrar a importância que o jornal impresso ainda tem e terá na construção da crítica e conhecimentos sobre os fatos atuais, sempre com espaço às várias vertentes culturais e intelectuais. A leitura é cada vez mais necessária fora dos meios digitais, e a FOLHA colabora muito para que isso aconteça. Um ótimo 2018 a todos os profissionais da Folha de Londrina.
WILSON MOREIRA (agente penitenciário e sociólogo) - Londrina

Ano Novo está chegando!
O ano que está findando foi muito difícil, cheio de crise em todos os setores da economia, corrupção jamais vista, políticas sem planejamento. Então, que 2017 seja soterrado pelo abismo do passado. Por outro lado, estamos ansiosos pela chegada do novo ano, o qual acreditamos será totalmente diferente deste que acabamos de passar, que a economia venha crescer para melhorar os índices de emprego. O novo ano é sempre motivo de esperanças. Todos fazem planos, querendo mudar estilo de vida após analisar o que realmente aconteceu; os sonhos são renovados, a fé deverá brotar cada vez mais em nosso coração, os anseios de dias melhores para uma sociedade mais justa e menos sofrida, que nossos governantes façam políticas econômicas que venham abranger todos os setores da economia nacional. É isso que o povo espera e deseja. Na data de confraternização universal, esperamos que todos se unam em prol da paz, que o amor e a fraternidade se sobreponham às nossas aspirações e rogamos ao nosso bom Deus suas bênçãos, na certeza, de um ano repleto de realizações. Feliz Ano Novo!
EDUARDO ZANIN (professor) - Arapongas

Lei burra
Na esfera do estado democrático de direito é de competência do juiz a aplicação da lei. Para ele, o fazer justiça é a missão. Dentro deste contexto, torna-se próprio dizer que a Justiça é uma necessidade de todos e a cada instante deve inspirar confiança. O decreto 9.246/2017 concedendo indulto de Natal, se aplicado aos condenados por prática de crime de corrupção, evidencia-se como um tapa na cara da sociedade. Não há justificativa plausível racional na extensão interminável de tal benesse. Em outras palavras: cai como prêmio aos ladrões do dinheiro público brotados por todos os becos desta grande Nação, infelizmente.
O delito de corrupção não deveria estar enquadrado nas benesses ofertadas no indigitado decreto, basta considerar o referido delito como ameaçador e violento contra toda uma comunidade para o bem de todos os brasileiros e felicidade geral da Nação.
ANTONIO FRANCISCO DA SILVA (advogado) – Ibiporã

Preservação ambiental, uma das funções sociais da propriedade
Sobre o comentário do sr. Paulo Acquarole (Opinião, 25/12), informa-se que são raros os imóveis em Londrina nos quais é possível dispor livremente de 100% da área ocupada. Talvez, em nenhum. Em ruas mais antigas, como na Sergipe, encontramos imóveis sem o recuo a partir da calçada. Porém, se demolida, a nova construção deverá respeitar o recuo de, salvo engano, 8 metros. Assim, uma casa atualmente construída em um terreno de esquina de 40 x 15 m ocupará, no máximo, 37% do terreno, ou seja, não será possível edificar livremente sobre 63% deste. Há ainda a área permeável do solo mantida para permitir infiltração da água pluvial em, salvo engano, 20% do terreno, atendendo-se à função social de preservação ambiental que toda a propriedade tem. E aí, cara pálida, todos nós da cidade devemos pedir indenização ao Estado por isso? Também não se pode utilizar a propriedade como quiser, como se depreende do artigo 243 da Constituição Federal, além da necessária adequação com o local. Por exemplo, há sentido em liberar uma boate ao lado de um berçário? Queriam construir um aeroporto próximo à Mata dos Godoy, uma região cheia de aves e comumente com neblina nos períodos frios. A área de amortecimento deve existir e a preservação se dá essencialmente em área rural, pela incompatibilidade de existir onças perambulando no perímetro urbano. É nosso dever preservar o meio ambiente. Não dá para admitir o extermínio das outras espécies como vem ocorrendo. É uma questão ética. Que os vazios urbanos sejam ocupados.
THIAGO ILNICKI NOGUEIRA DE AZEVEDO (servidor público) – Londrina

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