OPINIÃO DO LEITOR
O país dos privilégios
A alteração da planta de valores aumentou o valor do IPTU, o que de alguma forma tende a mexer no mercado imobiliário de Londrina. Isso porque o proprietário do imóvel que tem um bem desocupado deve avaliar se vale a pena mantê-lo ou vendê-lo. O que há de salutar nisso é a tendência de diminuição da especulação imobiliária. De repente, chegar a um valor real do bem, com eventual diminuição dos preços dos imóveis pelo aumento de giro desse comércio. Infere-se que isso tende a facilitar a aquisição da casa própria por muitos que ainda pagam aluguel. Acaba sendo uma oportunidade também de aumentar a ocupação de vazios urbanos. Alguns meses atrás, pessoas e entidades estavam jogando a culpa pelo não desenvolvimento de Londrina na Mata dos Godoy, tentavam justificar a instalação de empresas e indústrias poluidoras na zona de amortecimento, que é uma área que visa proteger um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica bem conservados do Paraná. Como se a não instalação das indústrias lá fosse a causa de eventual não desenvolvimento da nossa região. Com todo o respeito, uma imbecilidade sem tamanho. Quem pensa assim parece esquecer do sombrio passado político de Londrina. Pode também estar seguindo o caminho mais fácil de atribuir a culpa a outros ou, simplesmente, ganhar com especulação. Em uma audiência pública sobre a Mata dos Godoy na Câmara de Vereadores, foi mostrado que Londrina possui diversos vazios urbanos fora da área de amortecimento que poderiam ser ocupados, evitando-se impactos desnecessários ao que sobrou da nossa depauperada biota. Com a alteração da planta de valores, a tendência é que tais vazios urbanos sejam negociados e melhor ocupados. Apesar de onerar mais população, é possível vislumbrar esse benefício à sociedade, que foi trazido pela nova planta de valores de maneira indireta. Claro, espera-se que a administração pública aplique bem os recursos arrecadados a mais e acabe com o absurdo que é o Profis, que beneficia maus pagadores. A ideia de blindar parcela da população com isenção para loteadores e aplicação de alíquotas menores para proprietários de grandes terrenos é simplesmente absurda. Todos devemos contribuir. É uma manobra para desonerar parcela da sociedade do pagamento de IPTU, sendo boa parte dela de pessoas mais abastadas financeiramente. Fere de morte o princípio da isonomia. Vemos grupos pregando por um estado liberal, sem intervenção do Estado, mas que exigem tratamento privilegiado. Isso mostra o quão incoerente são esses grupos, que criticam a concessão de benefícios, como o bolsa família. Esquecem-se que muitos dos que recebem tais benefícios estão em situação de miséria, diferentemente de quem ganha dinheiro com especulação. Estou tentando entender o que justifica o proprietário de um terreno vazio de 10 mil m2 pagar tributos com uma alíquota menor do que alguém que tem um terreno de 300 m2. Senhores vereadores, essa concessão de privilégios é absurda. De que lado vocês estão? Que país vocês querem?
THIAGO ILNICKI NOGUEIRA DE AZEVEDO (servidor público) - Londrina
Viagem ao passado
Com muito orgulho fiz o primário na Escola Paroquial Vicente Pallotti localizada em frente à Praça Sete de Setembro. A escola fazia parte da rede pública de ensino. Naquela época, fim da década de 50 até a década de 70, a qualidade da escola pública superava em muito a particular, o que não ocorre atualmente. Quando um aluno corria o risco de ser reprovado, os pais mais abastados faziam a transferência para a escola particular na qual o risco de reprovação diminuía sensivelmente. Essa viagem ao passado me traz saudades das professoras que me ensinaram a ler e escrever, além dos aprendizados que até hoje coloco em prática na família/sociedade. Diferente da maioria dos alunos atuais, tínhamos as nossas mestres como a nossa segunda mãe. Antes da entrada em sala de aula, perfilávamos e cantávamos o Hino Nacional. Mestres atuais, o meu mais profundo respeito pela tolerância descabida que vocês têm com alunos que não recebem os ensinamentos que não são de vossas responsabilidades, e sim, dos pais!
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) Londrina
Gratidão
Quando o ser humano perceber que a maior riqueza é Deus, que saúde, família, humildade e amor ao próximo são grandes fortunas na Terra e que existe tempo para tudo, especialmente para a gratidão aos benfeitores, certamente, teremos um mundo melhor. Isso depende de nós. Em setembro, sofri uma intervenção cirúrgica. Foi um sucesso, estou trabalhando novamente e gostaria de agradecer a todos os médicos e enfermeiros que ajudam na minha recuperação. Que Deus, nosso Pai, os cubra de bênçãos! Desejo-lhes um Feliz Natal e um Ano Novo, repleto de felicidades, prosperidade, extensivo aos diretores, funcionários e leitores da Folha de Londrina, que será nossa companheira durante o ano de 2018. Fé e esperança de dias melhores a todos.
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) Londrina
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