Feliz Natal?
É tempo de Natal, mas nem parece. No Calçadão de Londrina e na Praça da Bandeira, não há uma só decoração natalina. As únicas exceções são o prédio e a rotatória do Sicoob e a torre da Catedral. Nada além disso. Em compensação, temos som alto praticamente todas as noites, em um nível que impede qualquer morador de acompanhar um noticiário na TV, de ouvir uma boa música ou de assistir um bom filme. Essas coisas, assim como o descanso, só após as 22 horas. Saudade das praças e das árvores enfeitadas, com famílias trazendo as crianças para brincar e tirar fotos, como foi na administração passada. Só nos resta a esperança de que a Cantata de Natal do Sicoob seja melhor do que a do ano passado, que foi linda. Isto, se alguém se movimentar para retirar o acampamento instalado na Praça Willie Davis. Feliz Natal!
NINA CARDOSO (psicóloga aposentada) – Londrina

Monsenhor Bernard: patrimônio de Londrina
Uma imensa e eterna gratidão! É este o sentimento que me vem à cabeça e ao coração, quando o assunto é monsenhor Bernard Gafá. Lembro-me do dia em que fomos carinhosamente recebidos na sala do padre Bernard, na Catedral. Era 1994. No bairro Sabará, onde moramos até hoje, não havia Igreja Católica. Iniciamos então, eu e meu esposo, juntamente com alguns outros moradores, um movimento para que algo fosse feito neste sentido. Marcamos a que seria a primeira de muitas reuniões com padre Bernard. Sabiamente, ele nos orientou em todos os sentidos e fez, o que naquele momento era primordial: nos adiantou o valor de R$ 10 mil para compra do terreno, dinheiro que após o início das atividades na então capela Nossa Senhora de Fátima, com a implantação do dízimo, devolvemos cada centavo, muito agradecidos. Lembro-me ainda do dia em que lhe apresentamos o projeto da capela e ele com sua visão futurista e grande inteligência nos disse: "Não, está muito pequena, vamos aumentar, pois precisamos pensar para daqui a 50 ano"s. Hoje vemos que ele estava certo, pois já se passaram mais de 20 anos e hoje a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em ocasiões especiais, já se torna pequena. Tenho certeza de que assim como padre Bernard nos ajudou, ele fez com inúmeras comunidades londrinenses, pois possui um coração bondoso e um espírito empreendedor, incansável no serviço ao povo de Deus. Por isso, junto-me ao coro de inúmeros londrinenses assombrados e entristecidos com a notícia do remanejamento de nosso "patrimônio", para hoje pedir humildemente a dom Geremias, mais que sua bênção. Confiando em sua generosidade, peço que repense com muito carinho esta decisão. Por favor, dom Geremias, deixe ficar em Londrina este patrimônio que depois de tantos anos de trabalho aqui prestados já é genuinamente londrinense!
CLEUSA BOM BATISTELLA (dona de casa) - Londrina

Rio de Janeiro
Uma grande ironia é chamar o Rio de Janeiro de "Cidade Maravilhosa", penso eu! Suas belezas naturais compostas de morros e mata atlântica estão completamente desfiguradas por favelas, que compõem, na verdade, um verdadeiro quadro de horror. Se a canção "Ave Maria do Morro", outrora uma ode à simplicidade de vida e aos encantos de uma pobreza feliz, hoje é uma exaltação à miséria e ao abrigo de traficantes e facções criminosas. Ao Rio, caberia substituir a imagem do Cristo Redentor pela figura de Lúcifer e, assim fazer justiça, ao inferno em que aquilo se tornou. A garota do Ipanema, cantada e decantada por Vinicius e Tom Jobim, agora substituída por Tati Quebra Barraco e outros "ícones" do rap e do funk. Mario de Andrade sentado em um banco de Ipanema, em pose de contemplação, a qualquer momento, de tanto se envergonhar, se levanta e abandona o local para ser substituído por Cabral ou Garotinho. O Rio perdeu a poesia. Hoje é símbolo do malfeito, da criminalidade e da corrupção. O que políticos e empresários o transformaram levará anos para lhe adequar a algum predicado. Foi governado por bandidos, loteado por bandidos e habitado por bandidos, então, o que esperar? O pior é que no estrangeiro, o Rio nos representa e no pátrio chão serve de contaminante para o resto da nação! Estou convicto que na bandeira brasileira, propositalmente não se colocou a cor vermelha por representar o enrubescimento dos que, realmente, possam ter vergonha na cara!
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) – Londrina

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