O peso do voto
Será em vão todo o grandioso trabalho da Lava Jato e outros órgãos, se o povo não votar direito. Não vai adiantar nada falar mal dos políticos, reclamar da compra de votos, reclamar da inflação. Se o povo aceitar a conversa mole dos politiqueiros, de que quando ele estiver no governo "você vai conseguir comprar, bem barato, a sua própria casa"; já que tenho que votar, "vou votar em quem me der alguma coisa; naquele que pagar a pintura da minha casa ou naquele que está na frente nas pesquisas mentirosas. Naquela eterna formula do brasileiro, em votar no mais bonito, no que fala melhor. Se for assim, minha gente, a sujeira vai voltar de novo; os "caras sujas" vão sair na rua com malas de dinheiro. Os "mimadinhos" vão continuar fazendo festa do guardanapo em Paris e os presidentes vão ter que comprar os deputados corruptos para votarem matéria importantes para o País. É claro que todo mundo sabe o que está errado; que as pequenas corrupções levam às grandes; que vender o voto está custando a nossa liberdade. Parece que houve uma "acordada" geral, pois o povo está reclamando muito. Pois bem, está chegando a hora do povo pensar em qual deve ser a verdadeira motivação para votar bem: um candidato íntegro; que não seja ladrão; que queira o bem da sociedade, que lute pelo bem comum de todos. É preciso olhar a ficha do candidato. Para tristeza da sociedade, algumas personalidades já mencionaram a falta de atenção da votação no Brasil. É preciso também que as pessoas de bem mostrem a cara e defendam o Brasil. Temos que aproveitar a crise e fazer um país melhor, mais justo, mais igualitário – que pertença a todos nós.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) – Londrina

Reforma tributária
Um deputado verdadeiramente paranaense que todos conhecem – Luiz Carlos Hauly – propôs uma reforma tributária que beneficiaria a economia brasileira. Desde o princípio, alega-se que o ICMS é não cumulativo, porque o imposto pago na entrada de mercadoria é dedutível ao imposto calculado na saída. Até aqui sem novidade, mas a dúvida surge quando a entrada de mercadoria é inexistente (no caso de fábrica de tijolos) ou quando a entrada de mercadoria é absolutamente menor do que a saída (exemplo da metalúrgica). O sistema não oferece a flexibilidade nos casos ilustrados e tributa grosseiramente mais ao setor prioritário da economia. Eis aqui a caracterização como agente indecente. Se fosse no antigo IVC (Imposto sobre Vendas e Consignações), a incidência do imposto de 5% sobre a saída de mercadoria não teria vínculo com entrada de mercadoria. Consequentemente, o valor do imposto não se alteraria. Não quero dizer que o IVC é o melhor imposto do mundo. Contudo, poderia se fazer uma fusão deste com o imposto de consumo japonês. Aí sim, poderíamos afirmar que teremos o imposto mais perfeito do mundo. O imposto japonês tem a similaridade com IVC. Só que lá quem paga imposto é o consumidor; até porque o valor do imposto está destacado separadamente do valor da mercadoria e depois literalmente somado ao valor dela. Conclui-se que o total da nota é soma de um com outro. Nessa conjuntura, qualquer um sabe que, se surrupiar o imposto, o infrator vai direto para cadeia. Em suma, significaria que o governo dependeria pouco de funcionalismo.
OSAMU ARAZAWA (contador) – Londrina

O que esperar de 2018?
O ano está acabando e as previsões para 2018 são as previsíveis esperanças de melhoras para a população. Tudo igual com tendência de piorar. O que esperar de um ano novo que já está preparado com enredo como arrocho, aperto, escândalos, descrença nas promessas que nunca são cumpridas? Afinal, já assistimos ao mesmo filme triste dezenas de vezes e seria muita inocência ou estupidez pensar que desta vez vai. A mudança verdadeira só acontecerá quando a maioria deixar de acreditar e de se iludir com o discurso fácil que uma simples mudança de ano transformará tudo em um final de conto de fadas. A mudança só ocorre quando se muda de dentro para fora, afinal somos capazes de mudar o mundo ao nosso redor com nossa fé no que podemos fazer. O futuro também começa com "F" de felicidade. Feliz 2018 com fé na gente e o restante que se acrescente.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

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