O grande enigma
Em condições ideais, imagine-se vivendo em um país que possua o maior índice de desenvolvimento da América Latina, com vastos recursos naturais (em cinco biomas) para serem explorados de forma ecologicamente sustentável. Considere que os seus nacionais componham uma força de trabalho ativa com mais de 107 milhões de pessoas. Acrescente a isso se tratar do maior produtor mundial de café dos últimos 150 anos. Considere também que esse país possua na sua lista de produtos para exportação itens como: aeronaves, equipamentos elétricos, veículos, etanol, petroquímica, computadores, têxteis, calçados, minério de ferro, aço, café, suco de laranja, soja triturada e carne enlatada, sendo que 74% dos bens exportados são manufaturas ou semimanufaturas. Os seus cinco principais produtos de exportação são: 1) soja em grãos; 2) minério de ferro e seus concentrados; 3) óleos brutos de petróleo; 4) automóveis; 5) açúcar de cana. As exportações do seu agronegócio, no período de janeiro a outubro de 2017, renderam a seguinte receita em dólares americanos: açúcar em bruto (US$ 6,9 bilhões), carne de frango (US$ 4,9 bilhões), celulose (US$ 4,6 bilhões), farelo de soja (US$ 3,9 bilhões), carne bovina (US$ 3,6 bilhões) e café em grão (US$ 3,2 bilhões). Segundo a OMC, esse país é o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo. Seus maiores parceiros comerciais são: União Europeia, América Latina, Ásia, China e Estados Unidos da América. A sua matriz energética é baseada em fontes renováveis, sobretudo a energia hidrelétrica e o etanol, além de fontes não renováveis como o petróleo e o gás natural. O país também detém direitos sobre uma usina que, em 32 anos de operação, é a líder mundial em produção de energia limpa e renovável, fornecendo 75% de toda a energia consumida no Paraguai. Vale considerar que o país também possui a segunda maior reserva de petróleo bruto da América do Sul e é um dos produtores de petróleo que mais aumentaram suas explorações nos últimos anos. De fato, os brasileiros têm muito a enaltecer e a se orgulhar do gigantismo da nossa economia (é a nona do mundo!) e da nossa força de trabalho. Todavia, o grande enigma a ser desvendado, nas eleições gerais de 2018 (para presidente da República, para governadores de Estado, para senadores e para deputados federais), é saber se o próximo governo a ser escolhido pelos brasileiros será pior ou melhor do que o atual. Eu comungo da opinião do festejado cronista Carlos Heitor Cony que acredita que num ou noutro caso, tudo continuará igual, se o Brasil continuar existindo.
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) - Londrina

País sem rumo
Se correr o bicho pega, se parar o bicho come. Triste situação do maior país da América do Sul em todos os sentidos: extensão territorial, rios de norte a sul, banhado pelo mar toda região litorânea; floresta Amazônia (pulmão do mundo); enfim, um verdadeiro paraíso. Infelizmente, a diferença entre política e politicagem, a distância entre o governo e o ato de governar, o contraste entre o que eles dizem e o que o povo precisa saber, o paradoxo entre a promessa de luz e o superfaturamento do túnel. Tudo isso e muito mais. Por exemplo, quando se trata de cultivar o bandido de estimação, Gilmar Mendes (maldita a hora em que foi sabatinado ministro), é o primeiro a fazê-lo. Até "tu" Exército Brasileiro, envolvido em falcatruas (e das grandes)! Quase duzentos milhões de reais desviados nas Forças Armadas! Onde estão o respeito ao pendão da esperança e aos símbolos da Pátria? Quem poderia imaginar, em sã consciência, tamanho absurdo? Como solicitar intervenção militar no combate à corrupção, se o mesmo está sofrendo da mesma doença? Estamos no mato, sem cachorro! Socorro!
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) – Londrina

Bullying: punir ou educar?
Nos dias de hoje, infelizmente, o bullying é muito praticado nas escolas e é muito sério, pois, além de prejudicar a vítima, o agressor também é prejudicado. Eu sou a favor da conscientização, acho que punir só iria prejudicar os adolescentes, pois eles estão em desenvolvimento. Os responsáveis deveriam tomar mais conhecimento e conscientizar os adolescentes que praticam o bullying. Na minha opinião, punir é um risco e educar é sempre o melhor caminho.
JOÃO VICTOR FERRARI DO NASCIMENTO (estudante) - Cornélio Procópio

Vale a pena conscientizar
Hoje, no Brasil e no mundo, o bullying se tornou um problema muito frequente tanto no trabalho, como nas escolas e nas ruas. Porém, no Brasil, a população está dividida em punir ou conscientizar. No meu ponto de vista, punir não vai ser a solução, já que não vai adiantar muito porque a maioria dos que praticam o bullying são crianças e adolescentes. No Brasil, já existe a lei 13.185, que há algum tempo já entrou em vigor. Essa lei prevê que se tome medidas de conscientização. Por isso, se as pessoas parassem para pensar um pouco mais, certamente, iriam se conscientizar.
RICARDO ALVES GOMES VITOR (estudante) - Cornélio Procópio

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