OPINIÃO DO LEITOR
Afinal, novamente o Natal
Chegando mais um Natal e, com ele, se instala também o mundo do consumo, das compras em shoppings e comércio. Estes mesmos que fazem parte do consumo se esquecem de celebrar o aniversariante, Aquele que vem até a nós: Jesus de Nazaré, luz, o sol maior da justiça, paz e amor. Devemos condenar uma pobreza que é miséria ou marginalização, a qual deixa o homem sem lugar, sem voz e sem vez, sendo explorado, escravizado, sem conseguir viver a sua vocação humana de pessoa livre que busca ser alguém, destruindo a dignidade humana e social. Não basta refletirmos sobre a prática, é preciso antes estabelecer uma ligação viva com esta prática, do contrário, pobre, opressão, fome, paz, amor, entre outras, serão meras palavras que encontramos em qualquer dicionário. O Natal deve ser celebrado todos os dias, portanto, temos que ter consciência e atitude de que a fome e a miséria devem ser banidas deste mundo para que possamos viver na paz que vem de Deus, pois de outra forma, Jesus não nascerá em nossos corações, será sempre abortado por nós, e fará do grito daqueles que pedem pão, justiça e fraternidade o seu grito para a vida! Shekinah! Natal de Jesus: Natal de paz, amor, vida, liberdade, fraternidade, justiça, dignidade e o pão repartido. Que assim seja. Paz e bem!
JUAREZ ARNALDO FERNANDES (empresário) Londrina
Plantar e distribuir flores
Em pé, pois não havia mais cadeiras livres na Câmara de Vereadores de Rolândia, fiquei olhando o preocupante espetáculo de aplausos, vaias, insultos e intimidações de torcidas organizadas. Havia razão de torcer para alguém? Havia alguém de bom senso querendo explicar os desentendimentos? Seria o recinto político da Câmara o local mais adequado para discutir um tema polêmico como o da "ideologia de gênero"? Apenas o lado dos vereadores teve seu espaço de argumentação durante a sessão. Os vereadores deveriam ser os representantes de todo o povo e não apenas de um time ou de uma maioria. O mundialmente reconhecido sociólogo francês Edgar Morin alerta: "A democracia, absolutamente, não é a ditadura da maioria". Os vereadores, porém, foram unânimes em votar algo que pareceu não ser eu o único a não entender direito. Algumas pessoas ficaram extremamente revoltadas. Essas pessoas não contaram com nenhum vereador que os representasse. Na dúvida e na sua função de representar a totalidade da população, os vereadores poderiam ter se abstido do voto, retirado o projeto para maiores estudos ou ter tido a gentileza de previamente chamar fontes capazes de explicar, sem paixão, o que agora divide profundamente a nossa comunidade. Como curar a ferida no coração da democracia e no dia a dia de uma cidade pacata como Rolândia? Até aquele dia, convivíamos razoavelmente bem com as nossas diferenças. Mas agora racismo, fanatismo, ódio e desespero tomaram conta do olhar das pessoas. Como arrumar isso? Penso nos tempos complicados do chumbo em Rolândia. Uma maioria quieta e indiferente foi devagarzinho sendo conquistada com flores, campanhas esclarecedoras e uma inabalável fé no entendimento e na boa vontade das pessoas. Que depois desse pesadelo possamos, de coração aberto, plantar e distribuir flores e nos reaproximar outra vez.
DANIEL STEIDLE (educador ambiental) Rolândia
Punição x conscientização
Vou tratar de um assunto que vem sendo discutido na sociedade, o bullying. Algumas pessoas acreditam que conscientizar é a melhor forma de solucionar o problema; outras pensam que punir pode apresentar melhores resultados. No entanto, a conscientização já é feita nas escolas e até nas redes sociais, mas não vem apresentando bons resultados, pois os casos de bullying só vêm aumentando. Além disso, acredito que a falta de punições mais severas acaba estimulando ainda mais os adolescentes a praticarem, por saberem que podem cometer e não serem punidos. Penso também que os adolescentes já têm capacidade de distinguir o certo do errado e saber que não devem cometer o bullying, mas, se cometido, deverão pagar por seus atos. No entanto, se nos colocarmos no lugar do próximo e tivermos respeito às diferenças, não precisaremos de nada disso. Para esse problema, o respeito é o melhor remédio!
JULIA RAFAELA PEIXOTO DE SOUZA (estudante) - Cornélio Procópio
Lula, réu confesso
Palavras do ex-presidente Lula aos militantes na última terça-feira (5/12): "Não se preocupem comigo. Vocês sabem que tenho nove processos. Nove. Os processos contra o Lula são os processos contra as coisas que fizemos no governo". Ora bolas, e quem não sabe que esses processos referem-se às "coisas feitas" no governo dele e que, desgraçadamente, levaram o País ao fundo do poço?
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
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