OPINIÃO DO LEITOR
Indecência ao triplo
Três a zero para a pouca vergonha, a falta de ética e ao atrevimento dos indecorosos. Três vezes a moralidade, a honradez e a decência foram vilipendiadas. Pela terceira vez, o ministro do STF Gilmar Mendes manda soltar empresário envolvido em corrupção, pai de sua afilhada de casamento. Esse odioso compadrio está demasiadamente explícito e é um verdadeiro tapa na cara dos brasileiros. Será que não há autoridade institucional que possa impedir a continuidade desse favorecimento inescrupuloso? Como se explica o misterioso sorteio para concessão de habeas corpus dentro do STF? Que segredo suspeito é esse, que as mais contestadas concessões de liberdade são autorizadas por esse polêmico ministro? Mendes está humilhando a sociedade brasileira e comandando a degradação da Suprema Corte. Recentemente, votou para soltar o condenado Eduardo Cunha. Foi voto vencido, o que demonstra o seu total equívoco nos julgamentos. Desgraçadamente, estamos sendo vítimas de atitudes estimuladoras de impunidade. O Brasil, vencido pela desonestidade, destruído pelos criminosos do colarinho branco e que clama por justiça, não suporta mais tanto cinismo, desfaçatez de autoridades e inoperância das instituições responsáveis pela proteção da população. E nós que confiamos no discurso da presidente Carmem Lúcia, de que "o crime não vencerá a Justiça", estamos decepcionados com a sua postura e descrentes da sua afirmação. Ela se encolheu de tal forma em sua autoridade, perante o descomedimento de Gilmar Mendes, que chega ao ponto de apequenar o STF, deixando-o à mercê dos corruptos e corruptores. É revoltante assistir diariamente a tanta obscenidade arruinando o País. Não dá para ficar calado diante dessa tragédia moral.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Gilmar Mendes
Pela terceira vez, o ministro Gilmar Mendes revogou a prisão do empresário Jacob Barata, envolvido com provas explícitas em gatunagem no transporte público do Rio de Janeiro, segundo os procuradores da Lava Jato. É o legítimo óleo de rícino do Supremo Tribunal Federal. Entre acreditar que ele seja um ótimo magistrado e que somente um gambá cheira outro gambá, fico, indubitavelmente, com a segunda opção.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) Londrina
EIV para capelas mortuárias
Foi de muito bom senso o cancelamento da audiência pública que iria tratar do EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) para capelas mortuárias. Minha sugestão ao Legislativo londrinense é se debruçar sobre a lei do EIV de Londrina e descobrir por que ela traz tantos impedimentos. Nas cidades vizinhas e conhecidas de nossa região, não parece que isso acontece. Nossos conselhos municipais estão precisando de mais pessoas comuns, de mais pessoas das associações comerciais e industriais, mais representantes de sindicatos e menos políticos e PHDs do serviço público. Prefeito, vereadores, promotores e servidores públicos precisam entender que seus cargos e polpudos salários vêm dos impostos gerados por indústria, comércio e prestação de serviços. Não é proibindo atividades, criando novos impostos ou aumentando as alíquotas dos existentes que se vai arrecadar mais, mas sim promovendo e fomentando atividades geradoras de arrecadação. A lei do EIV mal elaborada, a Mata dos Godoy, com zona de amortecimento mil vezes maior que a própria unidade de conservação, e a reserva de 60 metros além da área de reserva legal em fundos de vale estão transformando nossa Londrina em uma cidade fantasma para investidores do mundo todo. Precisamos rever isso muito rapidamente.
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (aposentado) Londrina
Demissões nos sindicatos
Sem o imposto sindical, que recebiam desde os anos 40, os sindicatos vão demitir 100 mil trabalhadores. Sedes gigantescas serão trocadas por instalações modestas e a vida seguirá. O governo não parece disposto a criar uma nova versão do imposto extinto e, com isso, as entidades que existiam apenas para fazer proselitismo político ou ideológico vão fechar. Permanecerão só as que têm trabalho efetivo na área sindical e, com isso, justificam a anuidade paga pelo trabalhador. E o trabalhador paga com satisfação quando é bem servido. A nova lei trabalhista é um duro golpe na chamada república sindicalista e tende a recolocar os sindicatos nos seus devidos lugares: representar e negociar os interesses do trabalhador. Os que funcionam como aparelhos político-ideológicos tendem a fechar, pois nenhum trabalhador tem a disposição de pagar para alguém fazer política.
DIRCEU CARDOSO GONÇALVES (dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo) São Paulo
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