A paz sumiu no Jardim Higienópolis
Tornou-se comum queixar-se de violência neste lugar. Os movimentos em favor da paz crescem, mas parece difícil que haja entendimentos por parte daqueles que produzem e semeiam a confusão. Moro num bairro que é centro de Londrina, cuja fama é reconhecida. Estou falando do Jardim Higienópolis, um bairro favorecido pelo seu comércio pujante, mas há muitos anos vivemos momentos difíceis aqui! Eis o problema: envolvendo quatro ruas, o nosso bairro é hoje vítima de encontro de bêbados, desocupados e outros. Diariamente e com maior intensidade nos finais de semana, as famílias que moram próximo a essas ruas não conseguem dormir. A noite inteira somos incomodados por gritos, algazarras, som alto de carros, além de termos que conviver com sujeira, vômitos e urina nas calçadas. Quando o dia amanhece, depois de mais uma noite mal dormida, temos que levantar para trabalhar. O cheiro ácido de urina invade o ar. É hora dos moradores e demais comerciantes desolados lavarem as calçadas, recolherem latas vazias e garrafas de vidros do chão, e se depararem com uma infinidade de objetos pouco conhecidos. Não queremos isso para o Jardim Higienópolis! Não é nossa escolha! É preciso dar um basta de forma definitiva! Quem pode nos compreender e nos apoiar para que este desrespeito acabe de uma vez por todas?
LEONORA DE OLIVEIRA ARANTES (professora) – Londrina

'Deflexão'
O sociólogo Marco Rossi tem toda a razão em sua coluna "Cidade Futura" (Geral, 21/11) ao dizer que a mudança faz parte da nossa vida e que é preciso mudar sempre. Todo ser humano normal aceita as mudanças e reajusta as rotas. O que não consigo compreender é por que nesse país só a esquerda não muda (até a direita já mudou) e continua a abusar de nossa paciência com a mesma lenga-lenga de 50 anos atrás. Viúvas dos anos sessenta, essas pessoas se apegaram a meia dúzia de dogmas sociais bobocas que as impede de ver - e aceitar - que o mundo mudou, que a vida mudou, enfim, que tudo mudou, embora o CCH da UEL ainda pareça o mesmo. E a propósito, o horrível poema "Mude", erroneamente atribuindo em sua coluna a Clarice Lispector, e do qual até aquela metamorfose ambulante do Paulo Coelho já tentou se apropriar, é de autoria do poeta Edson Marques. Clarice tinha suas esquisitices, mas não era dada a platitudes.
SILVIO GRIMALDO (cientista político) – Londrina

Lula tem razão
Frase dita pelo ex-presidente Lula sobre Bolsonaro em discurso recente: "Acho que ele (Bolsonaro), tem direito de ser candidato, de convencer as pessoas, e o Brasil tem de colher aquilo que planta". Tem razão sr. Lula, o Brasil está colhendo até hoje os frutos de o ter eleito presidente da República por duas vezes!
ANTÔNIO CARLOS PESCADOR (autônomo) - Londrina

Colégio Vista Bela
O Colégio Estadual Vista Bela, inaugurado sexta-feira passada pelo governador Beto Richa, é consequência da mobilização de órgãos do governo estadual em Londrina e Curitiba para atender a uma demanda criada pelo governo federal que, em 2011, entregou o conjunto residencial homônimo – então o maior do programa Minha Casa, Minha Vida – sem a infraestrutura necessária para o bem-estar de seus 12 mil moradores. Foram seis anos de muito trabalho para que a escola pudesse ser entregue. As obras, num total de 3,5 mil metros quadrados, duraram dois anos, tiveram início após convênio com o Ministério da Educação e exigiram investimento de R$ 5,3 milhões (dois terços do governo federal, um terço do estadual). O terreno, de 12,7 mil metros quadrados, foi cedido pelo município. O número previsto de vagas – 2.520 – foi estudado criteriosamente para que pudessem ser acolhidos não apenas os moradores do conjunto, mas dos bairros vizinhos, nos ensinos fundamental e médio e em três turnos. Não corresponde, portanto, o temor de uma moradora entrevistada por este jornal sobre possível deficit de vagas.
LÚCIA APARECIDA CORTEZ MARTINS (chefe do Núcleo Regional de Educação de Londrina)

Folha 69 anos
Por iniciativa do vereador Mário Takahashi, com apoio dos vereadores Jairo Tamura, Filipe Barros, Eduardo Tominaga, Amauri Cardoso, Jamil Janene e Felipe Prochet, cumprimentamos o superintendente do Grupo Folha de Comunicação, José Nicolás Mejia, com votos extensivos a todos os profissionais que integram a empresa pelos 69 anos de fundação da Folha de Londrina. Que o principal jornal impresso de Londrina e região, e uma das mais importantes testemunhas da história do nosso município, prossiga por muitas décadas com sua trajetória de sucesso.
MÁRIO TAKAHASHI (presidente da Câmara Municipal de Londrina)

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