OPINIÃO DO LEITOR
Atividade nobre
A política é uma atividade nobre, importante e absolutamente necessária ao exercício da democracia desde que exercida com dignidade honestidade e competência buscando realizar os anseios maiores de uma nação. Deve ser exercida em maior ou menor grau por todo cidadão. Porém, quando a palavra política se torna sinônimo de corrupção, malas cheias de dinheiro, interesses pessoais, partidários, corporativos e outros de menor interesse, algo está errado. Mas a atitude de muitos cidadãos de bem se afastarem da política é como se tivéssemos um vaso sanitário entupido e, por isso, deixássemos de usar o banheiro. Essa tem sido a atitude de boa parte de nossa sociedade, e o resultado dessa omissão estamos colhendo nos últimos 3 anos. Mas graças a Deus estamos numa crise que está mostrando aos políticos que os tempos são outros e doravante aqueles que não tiverem transparência, respeito e competência serão banidos automaticamente do meio político. Uma nova ordem está se instalando e as raposas velhas não terão mais espaço, uma vez que a crise está mostrando ao povo que ele tem que estar mais ligado à política e seus representantes. Vamos começar por encorajar pessoas que consideramos ser dignas nos representar para que venham servir a essa nobre causa e não se servir dela. Por isso, devemos escolher aqueles que têm ética, altruísmo e espírito comunitário. Já existe no meio político pessoas com esse perfil, embora seja minoria. A parte técnica do jogo político pode ser ensinada e apreendida. Mas temos que escolher em nosso meio pessoas certas, parece difícil, mas todos nos conhecemos pelo menos meia dúzia dessas pessoas que poderiam vir a ser ótimos ocupantes de cargos no Legislativo, Executivo e Judiciário. Que Deus nos ajude a encontrá-las, convencê-las e encorajá-las para que consigamos renovar e ter um quadro político digno da grandeza que somos como nação, e do potencial que a mãe natureza nos legou.
SILVERIO DA SILVA (aposentado) - Londrina
Vestibular da UEL
Vítima de uma comorbidade, nossa educação sofre de vários males, por isso concordo com o leitor James Bussmann (Opinião, 08/11) quando diz que estamos vivendo um tempo de cobranças por erros cometidos no passado, por erros de um governo que não respeita a hierarquia correta entre números x qualidade de educação, erros que hoje custam caro a todos: alunos, professores, pais, sociedade em geral. A educação carece mesmo ser discutida, repensada de um modo geral. Em relação aos alunos, também há muito para ser mudado, precisamos dizer a eles o segredo da vida de forma bem clara, como disse Mário Sérgio Cortella aos seus filhos quando completaram 12 anos: "Vaca não dá leite. Você tem de tirar. Esse é o segredo da vida. Vaca, búfala, cabra, não dão leite. Ou você tira ou não tem leite". No entanto, o que estamos discutindo aqui é particularmente sobre essa última prova de vestibular da UEL. Estamos falando, especificamente, de um número surpreendente de estudantes que conhecemos, e que, mesmo tendo investido em tempo de estudo, viram seu desempenho cair de forma inesperada em relação a si mesmos, diante de uma prova, tida por profissionais da área, como a mais difícil dos últimos 20 anos. Não estamos falando aqui dos alunos sem vontade de aprender, mesmo porque esses não devem saber até hoje quantos acertos tiveram na prova, pois não se deram ao trabalho de esperar o tempo necessário para pegar o caderno de provas e conferir o gabarito. Não é por esses que clamamos. Esses têm mesmo que aprender o quanto antes que vaca não dá leite. Estamos lutando por aqueles que voltaram com as canecas vazias, mesmo tendo investido tempo e esforço em aprender a técnica de ordenhar.
VIVIANE CORREIA DE SOUZA (professora) - Londrina
Apaguem a luz do fim do túnel
Até onde consigo imaginar uma usina termelétrica enquanto está desligada gera despesas. Não é possível que aquelas estruturas monstruosas fiquem fechadas sem nenhum colaborador cuidando de sua manutenção, logo, essa conta deve estar sendo rateada pela população brasileira. Quando elas são ligadas, em poucos pontos de nosso país, elas conseguem onerar o sistema elétrico nacional em mais de 50% (só o valor do último aumento), ou seja, estruturas que mantêm o fornecimento de luz em algo perto de 20% do sistema elétrico são 300% mais caras, pois elevam o custo de toda a energia do Brasil em 50%. Já sou meio de idade e desde criança lembro que na escola me ensinaram que o Brasil é um país tropical e que a linha do Equador e o Trópico de Capricórnio cruzam nosso país. Temos também o maior rebanho bovino do mundo segundo várias fontes de notícia. O que está fazendo a Aneel que ainda não lançou incentivos para que parcerias público privadas comecem a investir em biodigestores e energia solar? Será que é só um cabide de emprego para os amigos da política?
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina
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