Prova do vestibular da UEL
Tenho acompanhado os questionamentos referentes ao vestibular da UEL. Críticas severas por parte de professoras e mães de candidatos e, por outro lado, cartas em defesa da instituição. Deixei de lecionar para o Ensino Médio há mais de 20 anos, passando para o ensino superior e pós-graduação. Assim, me permito fazer algumas observações. Estamos vivendo o tempo da cobrança pelos erros cometidos por parte do sistema educacional que na década de 70 inventou o Conselho de Classe (que chamo de pé na bunda) para que alunos medíocres fossem aprovados mesmo sem ter média. Afinal, o governo carecia de números de aprovações nos 1º e 2º graus. E, ao mesmo tempo, enterrou a meritocracia, não mais valorizando ou premiando os primeiros para não constranger os alunos das últimas linhas dos editais de notas. Assim, depois de décadas de pé na bunda e trabalhinhos de recuperação, chegou a cobrança e os nossos jovens pós-2000 acostumados com tais benesses não têm condições plenas para o vestibular, pois não carecem de muito estudo nos anos colegiais, passando a pensar em curso superior apenas no último ano ou após o colegial - sempre atrelados a um celular, que reduz a capacidade aprendizagem e fixação de conceitos. Então, não adianta xingar os professores, afinal eles dão o melhor de si (tenho certeza) apesar das classes lotadas de alunos sem vontade de aprender porque o pé na bunda resolve. E quanto ao vestibular, penso que a Universidade deseja, como sempre, no seu corpo discente alunos que possam avançar nos diversos cursos com tranquilidade.
JAMES BUSSMANN (aposentado) – Londrina

Agressão no trânsito
Dia 31/10, na esquina da Rua Paranaguá com a Avenida JK, estava na faixa esquerda, com seta ligada, aguardando a abertura do sinal. Uma moto, transitando pelo estacionamento lateral, forçou passagem (artigo 29 do CNT) pela esquerda. Não houve impacto, apenas susto, que ele deu causa. O piloto "forte, poderoso e cheio de razão", patrocinou "show de valentia" no local e repetido na JK com a Higienópolis, quando proferiu graves injúrias e ameaças de agressão física (artigo 140 do Código de Processo Civil). Como ninguém é obrigado a ouvir calado injúrias graves, sem nada fazer diante de agressão injusta (artigo 23 do CPC), não seria o caso de idosos portarem arma? Estes não têm condição física de se defender de ofensas e ameaças de agressão física. O injuriado só pode buscar reparação/desagravo posteriormente, tendo já sofrido vexame e contrariedade. Com netos de 3 e 6 anos chorando no carro, como descer e encarar o agressor, anotar testemunhas, etc.?
RAUL DE OLIVEIRA (advogado) – Londrina

Antes pouco do que nada
Não votei no governador Beto Richa na última eleição, não sou nem um tiquinho entusiasta da política em geral, mas em comparação a muitos outros Estados ainda estamos respirando um pouco de ar menos poluído. Peguemos o exemplo do funcionalismo estadual (no qual me enquadro): bem ou mal remunerado, a folha de pagamento está em dia, inclusive com antecipação do décimo terceiro salário para o dia 08/12, de forma integral e em parcela única, enquanto o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, apenas para exemplificar, sequer conseguem parcelar os proventos dos servidores que se encontram atrasados há meses. Por esse princípio ora exposto, não vejo como reclamar de estar comendo a banana, pois se olharmos para trás veremos que muitos outros estão comendo somente a casca e uma torneira pingando vale muito mais que um manancial seco.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Santo Frei Galvão
Há 10 anos, Frei Galvão, primeiro santo genuinamente brasileiro, era canonizado em pelo papa Bento 16. Mas até hoje fiéis da Arquidiocese de Curitiba ainda não puderam contemplar uma capela ou mesmo uma paróquia que leve seu nome. Acho que a Igreja Católica brasileira deveria dar mais valor a nossos poucos santos, que foram canonizados pela Santa Sé. As arquidioceses do Paraná parecem não dar valor. Parece que santo da terra não faz milagre! Acho que dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba, deveria orientar a Arquidiocese para que se faça lembrar na mente de cada cristão de Curitiba o espírito santificado de nosso Santo Frei Galvão dando nome a uma paróquia ou capela.
CÉLIO BORBA (autônomo) - Curitiba

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