Leis brasileiras
As leis brasileiras são feitas de forma pueril e sem consistência, o que permite a sua violação e mutilação. Como diz Raimundo Faoro, em seu livro "Os donos do Poder": "São leis criadas de cima para baixo, para sustentar a elite dominante". O procurador Deltan Dallagnol ("A luta contra a corrupção") demonstrou como o crime do "colarinho branco" compensa no Brasil: "Vale a pena cometer crimes de colarinho branco no Brasil, pois os processos prescrevem ou são anulados". Por exemplo: as penas aplicadas nos processos do Mensalão viraram pó, pois logo os condenados foram soltos e passaram a gozar da liberdade, inclusive bem abonados economicamente. No escândalo do Banestado, no Paraná, foram sequestrados milhões de reais e os criminosos devidamente condenados em primeira instância, ou seja, pelo juiz do caso. Porém, quando esses processos foram para os tribunais superiores, após vários anos e dezenas de recursos, prescreveram (as penas foram perdoadas). Os criminosos foram liberados e o dinheiro foi desbloqueado. Diz Deltan: "Se dependesse do exemplo do Banestado, ninguém mais faria acordo de colaboração nem haveria o que temer. Esse caso revelou o sistema de Justiça em toda a sua disfuncionalidade". Verifica-se que, no Brasil, a quantidade de delitos é cada vez maior, porque as leis são frouxas e a impunidade é certa, o que é um convite para que pratiquem novos delitos. É preciso um sistema criminal que funcione, pois as instituições brasileiras são boas e têm aplicadores corretos. Com as leis atuais, as dificuldades de aplicação são quase insuperáveis. Há um arremedo da legislação de outros países. Copiadas, porém modificadas, estraçalhadas e aviltadas, de tal forma que a aplicação da lei é quase risível. É importante mencionar que as medidas propostas pelos procuradores de Justiça que poderiam melhorar a legislação penal foram tão modificadas que se transformaram em arremedo da realidade e em favor de mais corrupção. Haja paciência e vontade nisso tudo.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) – Londrina

Escravos de todas as cores
O Brasil se acha o defensor dos direitos dos fracos e oprimidos, as "otoridades" falam na abertura da ONU, mas na verdade estamos a anos-luz dos países desenvolvidos. Afinal, tudo que eles dizem nunca fazem e a prova maior foi agora a proibição de fiscalizar o trabalho escravo neste país do desemprego galopante, onde foi suprimida a presença dos sindicatos. Como o governo é esperto em manipular a grande manada de eleitores que se deixa influenciar por tudo que ouve e vê na mídia!
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

Sinalização de trânsito
Presidente da CMTU, Moacir Sgarione, não deixe o pessoal interno da companhia denegrir seu mandato ("Sinalização antiga confunde motoristas", Cidades, 18/10). No passado, as faixas eram queimadas e raspadas com um equipamento muito conhecido, bujão de gás, maçarico de pelar porco, uma cavadeira reta com cabo longo e uma escova de aço. Elas somem sem o risco de voltarem. Se os usuários reclamam que a tinta preta é mais escorregadia e se ela desgasta mais rapidamente que a antiga que ressurge, provavelmente, não é igual. Com o método que apontei, não iremos comprar máquina nenhuma e não iremos mais gastar com a tal tinta preta.
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina

Trânsito de Londrina
Na JK, Higienópolis, João Cândido, entre outras vias, a programação dos semáforos é sincronizada. Porém, é importante esclarecer que nem todo trânsito lento é devido à falta de uma "onda verde". A fluidez no trânsito depende também do comportamento dos motoristas, que às vezes trafegam em velocidade abaixo ou acima do permitido e, invariavelmente, acabam comprometendo o sistema. Por outro lado, determinadas interferências, como conversões, pontos de ônibus, obras, manobras de entrada e saída de estacionamentos, também podem prejudicar os deslocamentos. Tais ações interferem muito no trânsito e passam a falsa impressão de que é apenas o semáforo o responsável pelos entraves. A CMTU, em parceria com o Ippul, trabalha para ampliar as vias com semáforos sincronizados, além de buscar soluções mais modernas que facilitem o trânsito.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CMTU – Londrina

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