OPINIÃO DO LEITOR
Poço de ignorância
Quero me ater somente a uma classe, à do colarinho branco. Aliás, eu não sabia a origem do termo que quer dizer. O crime do colarinho branco foi definido inicialmente pelo criminalista norte-americano Edwin Sutherland como sendo "um crime cometido por uma pessoa respeitável, e de alta posição (status) social de Estado, no exercício de suas ocupações". Essa classe "maldita", que se cerca de todos os cuidados, sendo o principal o do toma lá dá cá, e é a mais nociva de todas. Dada à nossa cultura, pouco ou nenhuma importância damos diante das constatações dos crimes praticados pelos respeitáveis já que normalmente o objeto de seus furtos por serem públicos- pensamos não nos pertencer. Então, muito raramente nos indignamos com isso. Só para ilustrar: vejam a diferença no tratamento dispensado a uma pessoa que furta/rouba um celular, e a outro respeitável que rouba bilhões. Enquanto se escracha diante das câmeras uns, vi autoridades e não é por questão de educação não - pedindo desculpas e licença, durante interrogatórios a bandido respeitável. Como é que está escrito lá mesmo? "Todos são iguais perante à lei" (a esposa do ex governador Cabral criminosa solta por ter filhos adolescentes). Pobre Brasil, o teu Hino Nacional tão lindo não fala da nossa gente não. É claro que como em tudo existe a força do bem, mas por enquanto a do mal é muito superior, principalmente porque aprenderam a trabalhar o lado que o nosso povo tem de mais vulnerável: a ignorância. "Somos um poço de ignorância. Nem por isso a verdade deixa de existir", dizia Kafka. Tomara que ela a verdade - não demore muito a aparecer.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
Presos pagando por tornozeleiras
Tramita na Assembleia Legislativa do Paraná, projeto de lei que obriga os presos a arcarem com os custos de tornozeleiras eletrônicas. Porém, dois ilustres deputados são contra: Tadeu Veneri (PT) - isso mesmo do PT - e Requião Filho (PMDB). Requião vai além, disse que se abrir esse precedente, em breve, os presos terão que trabalhar para arcar com suas estadias. Nada mais justo, nobre deputado. Pois nós, cidadãos de bem, não trabalhamos para pagar nossas despesas e a absurda carga tributária que é nos imposta por vossas excelências? Então, quem cometer qualquer delito que arque com as devidas consequências e trabalhe para pagar a conta, que hoje é paga por nós com o suor do nosso trabalho.
ANTÔNIO CARLOS PESCADOR (autônomo) - Londrina
Aumento do IPTU
Tenho 83 anos em Londrina, pago em dia todos os IPTU abusivos com muito sacrifício e até com ajuda de parentes. Ao longo de minha vida, consegui somente um imóvel, o qual não é para venda. Com 83 anos, trabalhando mais de 70 anos, tendo só um imóvel, jamais deveria ter essa "penalidade" e sim ser isento desse perverso tributo. E depois da famigerada nova planta de valores, como fica? Pelo visto, consideraram o bairro, a rua, não o imóvel e nem quem mora nele. E o sobrinho do "tio Bila" solta essa bomba, com sua caneta e a de seus parceiros vão destruir mais famílias, mais que os "manos" com suas metralhadoras nas ruas.
Cadê o Ministério Público? O Procon? A OAB? A Acil? Por favor, salvem os mais pobres londrinenses com seu único imóvel ou vai aumentar assustadoramente os inadimplentes e as placas de aluga-se ou vende-se. Estou em Londrina desde 1935 e todos os aumentos de IPTU, que sobe todos os anos, eu e os antigos moradores jamais vimos retorno do que pagamos. O IPTU tira o direito à moradia: o cara compra o imóvel e depois tem de pagar aluguel para a prefeitura.
ALCINDO DAS NEVES (aposentado) Londrina
Cancelado
O evento "Gato Nerd", que aconteceria neste domingo (29) no Museu Histórico de Londrina , foi cancelado em função da chuva, segundo informaram os organizadores na sexta-feira (27) à FOLHA.
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





