O pior da notícia
Quando lemos ou ouvimos uma notícia sobre a condenação de alguém importante, metido na roubalheira política do governo - estou me referindo ao Brasil -, sentimos imediatamente tristeza e alívio ao mesmo tempo. Tristeza porque parece que isso não vai acabar nunca e alívio porque, aparentemente, será um a menos a nos roubar. Em seguida, vem o complemento da notícia, que é a parte pior: "Ao condenado, cabe recurso". Todo e qualquer processo neste país cabe recurso, faz parte das leis da maioria das nações. Porém, dada a importância do condenado, esse recurso vai acabar no Superior Tribunal de Justiça ou no Supremo Tribunal Federal, porque existe o tal foro privilegiado. E, aí, a condenação definitiva pode passar de uma década, não por culpa da Justiça, mas pelo número de processos que por lá aparecem. Enquanto a década se arrasta, o meliante continua na ativa, usurpando o nosso rico imposto e tentando mudar as novas regras da condenação em segunda instância, onde pode apelar, mas preso. Experimente um de nós roubar uma galinha do vizinho para ver onde vamos parar. Pronto, escrevi. E se alguém quiser me processar, vou logo avisando: cabe recurso!
JOSÉ ROBERTO DIAS (bancário aposentado) – Londrina

O homem médio
O placar foi apertado (6 a 5), mas são nessas votações plenárias do Supremo Tribunal Federal, onde cada ministro tem a liberdade de expor seus argumentos, fundamentar suas teses e descortinar suas convicções, que se vislumbra a essência da democracia defendida pelo Príncipe do Iluminismo (François Voltaire) que assim ensina: "Não concordo com uma palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la!". De fato, a tese vencedora, de submeter ao Senado Federal a votação final sobre a validade da medida cautelar restritiva de direito imposta ao senador Aécio Neves (recolhimento noturno), além de respeitar a regra prevista pelo parágrafo 2 do artigo 53 da CF/1988 também garante o princípio republicano da separação dos Poderes. Como sabemos, os membros do Congresso Nacional, desde a expedição do diploma, são considerados órgãos do Poder Legislativo e, por mais contaminados que estejam pelo vírus da corrupção, devem ser previamente julgados, seja pela Câmara dos Deputados, seja pelo Senado Federal. Apesar da indignação popular com o resultado do julgamento proferido pela Suprema Corte, verifica-se que as instituições da República estão funcionando regularmente. O filósofo Émile Durkheim, ao discorrer sobre a sociologia da moral, ensina que apenas pessoas extraordinárias, como Moisés, Sócrates e Jesus (o Cristo), souberam viver em todos os tempos e lugares, e é essa a razão de seus atos terem deixado marcas que não desaparecerão enquanto a humanidade tiver história. As pessoas médias agem apenas em vista de fins mais imediatos; sua visão mal se estende além dos pequenos mundos em que vivem.
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) - Londrina

Boca Aberta e Macaco Tião
Nos idos de 1988, em uma eleição ainda com cédulas escritas, um velho morador do zoológico do Rio de Janeiro recebeu milhões de votos que poderiam levá-lo a um cargo na Câmara daquela cidade. Isso não ocorreu por que alguém identificava naquele querido animal um político ideal e sim por puro e simples protesto dentro do espírito sarcástico que o brasileiro possui. Em Londrina, este fenômeno (protesto com sarcasmo) recaiu sobre o ex-vereador Emerson Petriv, o Boca Aberta. Os verdadeiros eleitores dele foram aqueles que compareceram na Câmara no último dia 15 e não os mais de 11 mil que escolheram seu nome nas urnas. Boca Aberta não soube aproveitar esta oportunidade mostrando que os que protestavam tinham razão: desrespeitou seus colegas de trabalho e também seus eleitores. Espero que esta lição seja apreendida pela população, não brincar com seu voto e também pela Câmara de Londrina através de mudanças nas regras que regem a matéria e nunca mais ocorra o absurdo de protelações que este caso teve e ainda vai ter.
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina

Cadê o respeito às árvores?
Mais uma vez vemos a falta de respeito com a comunidade londrinense, com o meio ambiente, com o planeta Terra! Novamente o Super Muffato derrubou várias árvores sadias, frondosas, lindas, desta vez na Avenida Duque de Caxias. Onde será o próximo assassinato de árvores? Como nós, comunidade londrinense, podemos ficar inertes diante de tamanho desastre? Como pode a Secretaria Municipal do Ambiente que deve defender nosso meio ambiente, aceitar tamanha atrocidade? Não venham com a justificativa ridícula de que irão doar mudas para que outros plantem em outros locais. O mundo todo padece por atos escabrosos como os que temos presenciado nos últimos dias em nossa cidade. Devemos zelar pelas nossas árvores e, lógico, sempre plantar mais!
MARIA APARECIDA BERTOLINO (advogada) – Londrina

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