Carneirada
No último Carnaval em Recife, compareceram em praça pública 1 milhão de pessoas. Se convocadas para uma causa bem mais nobre, que é tomar decisões para tentar coibir a corrupção que grassa no País, talvez não comparecessem 100 mil. Vejo estarrecido que foram desviados nos últimos três anos R$ 10 bilhões. Com certeza, com este valor empregado em benefício do povo, teríamos no Brasil uma medicina justa e um povo mais amparado. Posso fazer tal comparação com o atendimento que recebo aqui em Portugal, totalmente custeado pelo governo. Nós não temos atendimento nem de quinto mundo. Não adianta vir Faustão, Huck, Lula ou outro qualquer, pois é o sistema que está falido. Precisamos reduzir ao máximo o numero de nobres representantes do povo e assim as brechas para roubalheiras e o custo astronômico que pagamos todos os meses, e não seguirmos a sineta igual carneiro e caminharmos definitivamente para a derrocada final.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em teologia) – Figueiró dos Vinhos (Portugal)

Política retrógrada
Quando candidato a prefeito de Curitiba, Rafael Greca prometeu muita coisa. Após dez meses de mandato, não está cumprindo com quase nada. Como o valor da refeição no restaurante popular, por exemplo, que iria, se fosse eleito, reduzir a R$ 1. O pior mesmo é ver na Câmara Municipal um bando de vereadores que sustentam sua base de governo, devido ao famigerado toma lá, dá cá, em cargos comissionados nas regionais e secretarias municipais. Vereadores que apoiaram outro candidato agora estão todos com a situação. Esquisito aos olhos dos leigos cidadãos curitibanos, mas muito normal diante da cobiça de maus servidores públicos que deveriam ser os vereadores, que agem e legislam a contento de seus particulares e familiares!
CÉLIO BORBA (autônomo) - Curitiba

Cigarro em lugares fechados
Tem coisas que são proibidas na rua, e não em casa, onde prejudicam mais. O cigarro mata. Quem fuma em lugar fechado "mata" a família e os vizinhos. Pode haver crianças sem condições ou iniciativa de fugir, pessoas com dificuldade para se locomover, dormindo, em repouso ou se alimentando. Como sou sensível, por muitas vezes fiquei alterado, parecendo drogado devido à intoxicação por fumaça em lugares fechados (estou falando sobre o cigarro industrializado e com adição de veneno de rato, mata barata, formol e outras mais de 4 mil substâncias químicas). Daí fiquei sentindo alergias, braquicardia, ardor no peito e saí batendo portas, jogando cadeiras, utensílios de cozinha com os quais estava preparando a comida. Muitas vezes deixei de cozinhar e fui comer em restaurante ou tomar lanche na rua, pois o ambiente estava poluído no condomínio. Acordo e saio para uma praça, cedo da noite ou de madrugada, por causa de fumaça invadindo meu apartamento. Entendo que isto tem acontecido em muitos edifícios, condomínios e repúblicas. É um horror para idosos, crianças pequenas, pessoas com necessidades especiais, animais de estimação, tanto do fumante como dos vizinhos.
ROGÉRIO DE SOUZA PIRES (estudante de psicologia) - Umuarama

Doença incurável
Nos idos de 1930-50, debatíamos sobre certas doenças que causavam grande apreensão a toda a sociedade. A loucura, a morfeia e a tuberculose tinham por parte do governo federal um combate ostensivo e responsável. São Paulo e Minas foram os dois Estados mais atacados pelas referidas doenças. O governo não poupava esforços nem condição financeira para combatê-las. Existiam profissionais especializados em cada área de atuação. Com curiosidade da população, viaturas também especializadas percorriam todas as cidades, transportando os doentes aos manicômios e leprosários localizados em cidades chaves. Estas cidades, pelo trabalho que exerciam, se tornaram famosas e diferenciadas. Juqueri e Barbacena foram duas que se destacavam no cenário nacional. De época em época, aparecem novas doenças que nos assustam e nos tiram do comodismo. A dengue, a zica e outras menores são doenças atuais que requerem da sociedade muita atenção quanto à sua propagação. De todas estas doenças, para a sociedade brasileira a que mais tem mexido com nosso brio e nosso destemor é a "incarater", que traduzida para o nosso português significa "falta de caráter" ou "sem-vergonhice encubada". Pela sua determinação e ferocidade, essa doença tem trazido quebradeira a todos os segmentos produtivos, principalmente no comércio. Sem restrição, tem atingido os pequenos botecos e a grande Petrobras. Também as finanças de todos os Estados foi atingida por esta epidemia. Trata-se de uma terrível doença que ataca principalmente a classe política, ou melhor: é acobertada especialmente pela classe política. Só alcançaremos êxito nesta nossa empreitada se deixarmos de construir escolas e hospitais e empregarmos o dinheiro somente na construção de mais dezenas de penitenciarias e também rezarmos para que apareçam muitos e muitos Sergios Moros.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador aposentado) – Londrina

Correção
Na reportagem "Crescendo com o apoio do consumidor" (Economia&Negócios, 12/10), a Cervejaria Bodebrown, a partir de uma operação que mescla crowdfunding com ação promocional, pretende captar R$ 3 milhões junto aos fãs e apoiadores para a expansão.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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