Eleições 2018
Falta um ano para que outra eleição ocorra e eu possa novamente sufragar o nome daqueles que vão resolver os problemas da nação. Entra Lula, sai Lula, entra Dilma, sai Dilma, entra Temer e por certo sairá no final do ano que vem o que muda são a moscas. Eu, particularmente, pela idade não preciso mais votar, mas no dia aprazado estarei logo cedo às portas da seção de votação para cumprir meu dever cívico e ser enganado mais uma vez, por falsas promessas. Chance de mudar tivemos, mas não quisemos. Então, só nos resta estar presentes neste dia tão especial para eleger "os dignos representantes do povo" e ganhar nosso brioche.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Figueiró dos Vinhos (Portugal)

Fundo Partidário
Criado no governo Castello Branco em 1965, o Fundo Partidário perdura até hoje, lastreado na legislação aprovada pelos próprios mandatários do poder. Chega hoje ao valor astronômico de R$ 1,7 bilhão. As alegações são as mais diversas possíveis, de que nas eleições de 2014 foram gastos R$ 6 bilhões, isto somando até os caixa 2. O argumento forte é que as empresas, após a Lava Jato, não mais contribuirão com novas campanhas como fizeram outrora. O governo, com toda essa crise escancarada do deficit de R$ 159 bilhões em sua conta, ainda diz textualmente que já reservou R$ 888,7 milhões para o Fundo. O mais assustador disso é que deputados, senadores, TSE, até o presidente, todos se unem para manter e até aumentar essa verba, virando as costas e esquecendo dos problemas na saúde precária, educação capenga e 13,1 milhões de desempregados e que, para fazer frente a mais essa loucura, aumenta-se impostos e novamente a conta sobra para o povo trabalhador. Apareceu uma saída engenhosa para "tapar o sol com a peneira": retirar 30% das verbas orçamentárias dos deputados para o Fundo! Como é possível a classe política legislar em causa própria? É exatamente o que estamos vislumbrando: que o custo das eleições dos que querem se perpetuar no poder seja pago com o dinheiro arrecadado pelos impostos, que deveria ser revertido em benefícios a toda sociedade brasileira.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

Blindagem explícita no Senado
Após o Supremo Tribunal Federal afastar o senador Aécio Neves (era o mínimo que se esperava), até o PT, através do senador Jorge Viana (PT/AC), mostrou-se indignado alegando uma afronta ao Legislativo e prometendo apoio na reversão dessa decisão da Corte máxima. Na realidade, como pouquíssimos se salvam no Congresso Nacional, quase nenhum pode pisar no calo do outro, prevalecendo, entre eles, a mais pura prática da expressão "tira o meu da reta hoje que amanhã eu tiro o seu".
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Proteção ambiental
Percebi que no Informe Folha (22/09) foram publicados textos comentando o problema da Escarpa Devoniana que preocupa os moradores da região de Ponta Grossa. No último dia 21/09, aconteceu em Londrina, no auditório Milton Alcover, no Parque de Exposições Ney Braga, uma reunião com a presença do diretor presidente IAP e sua assessoria jurídica, do deputado estadual Thiago Amaral e diversas entidades representativas da região como o Sindicato Rural Patronal, Acil, OAB, Prefeitura de Londrina e pessoas interessadas na zona de amortecimento da Mata do Godoy, a desproporcionalidade da área frente ao tamanho do parque, os prejuízos dos proprietários e da cidade pela forma com que a lei prevê a delimitação e o uso desta área. Estranhamente nenhuma mídia de nossa região mencionou o evento. Alguém sabe dizer o que aconteceu?
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (aposentado) – Londrina

Correções
* Diferentemente do informado na matéria "Demanda crescente e alta de custos desafiam hospitais filantrópicos" (Geral, 02/10), os hospitais Santa Casa, Evangélico, Universitário, Hoftalon e Instituto do Câncer têm R$ 52 milhões em créditos acumulados junto ao SUS por atendimentos prestados e ainda não recebidos por falta de teto financeiro.
* Por problemas técnicos, as páginas 2, 3 e 4 do Folha Classificados foram publicadas com erro na data de publicação: o correto é 30 de setembro e 1 de outubro de 2017.

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