Opinião do leitor
Os fora da lei
Nosso pobre país está na UTI da moral. Ladrões por todos os lados, a começar pela capital do País. Vergonha na cara e patriotismo, simplesmente, inexistem no comando da classe política. Aliás, vamos trocar a palavra classe por bando que combina melhor. Temos ministros agindo como verdadeiros defensores de delinquentes, que se passam por parlamentares; desembargadora agindo como proprietária do Judiciário de seu Estado liberou seu filhinho querido da cadeia, mesmo tendo sido apreendido transportando 129 kg de maconha e fuzis em seu veículo. A ilicitude parece estar no sangue, já que o irmão, advogado, também foi preso, há uns anos, por assalto a mão armada. Ambos estão soltos. O primeiro por sofrer de transtorno de Borderline, e o outro por ser "filhinho da mamãe" manda chuva. Essas corporações possuem em seus quadros alguns fora da lei que, infelizmente, agem ao seu bel-prazer. Até os bombeiros, uma corporação que merece todo o apoio e consideração do povo, acabou virando notícia policial, no Rio de Janeiro, exigindo propina para liberar licença. Pode? Infelizmente, a safadeza capilarizou de tal forma que tomou conta de todos os poderes da República.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) Londrina
Nova sala de embarques
A nova sala de embarques do aeroporto de Londrina, que atende todo o Norte do Paraná, está prestes a ser inaugurada. Após anos do seu início, com paralisação em função da política do País, eis que essa maravilhosa obra, que não deixa nada a desejar a qualquer outra do mundo nesse segmento, está prestes a ser dada aos viajantes. Acredito que o orgulho dos funcionários da Infraero, da empreiteira que o construiu, bem como de todos que por ali passaram, é muito grande. A par disso, destaco um fator que passa despercebido por quase todos: o quanto de riqueza gerou esse empreendimento; quantas famílias foram sustentadas e ainda o serão em razão da demanda que vai ser aumentada. Poderíamos até aproveitar essa oportunidade para dizer o quanto esse país se engrandeceria se os nossos dirigentes fincassem o pé em investimentos semelhantes a esse, mas não, o momento agora é de agradecer a todos.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
A bandalheira continua
A sociedade brasileira, trabalhadora e honesta, não mais concordando com os desmandos praticados pelos atuais mandatários, seguidamente sai às ruas para protestar e exigir mudanças radicais e urgentes. Todavia, manter com o suor do trabalho milhares de sindicatos, dezenas ou centenas de ministérios e autarquias e de quebra 513 deputados é um contrassenso que não podemos considerar como administração de um país sério. A bandalheira tomou conta definitivamente do País, está escancarada, cuidadosamente arquitetada e praticada. Para o cúmulo do desmando, tudo isto vai sendo jogado sistematicamente para baixo do tapete. Parece até que é legítimo esse proceder, porque não notamos nenhum movimento no sentido de combater a atual epidemia. A corrupção continua solta e com nova roupagem. A Caixa Econômica, com a milionária Mega Sena, seria o prato cheio da vez. Não sabemos e não querem que saibamos sobre os vulgos ganhadores. Dizem que é para resguardar a identidade dos mesmos. Será que a transparência para milhões de brasileiros não é mais importante que o fajuto sigilo? Pelo menos, o Ministério Publico deveria conhecer o novo milionário. Será que a Receita Federal está em dia com os novos ricaços? A dúvida permanece e nós continuamos boiando e apostando para ver se conseguimos a Quina, porque a Sena parece que já tem dono. Há um forte sintoma de laranja podre no pomar da Caixa.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador aposentado) - Londrina
A lei de Jô e o árbitro de vídeo
O jogador Jô marcou um gol com a mão. Beneficiado recentemente com a sinceridade de um oponente que se acusou e evitou sua injusta punição, ele foi incapaz de tamanha grandeza. Aliás, a TV o mostrou mentindo gesticulando que teria marcado com o peito. É fácil ser correto quando a correção lhe favorece. Quando não, segue-se a lei de Jô: "Importante é ser favorecido mesmo tendo de ser desonesto". Mas o que me causou perplexidade foi ver que só conseguem resolver um problema gastando. Para evitar enganos, injustiças e desonestidades, colocarão quatro pessoas a mais por jogo. Qual o interesse escuso por trás desta decisão? Basta manter o resultado do jogo, aconteça o que acontecer. E punir severamente o jogador desonesto se os vídeos comprovarem sua fraude. Evitar-se-iam desonestidades, simulações de agressão e penalidades simuladas.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) Londrina
Errata
Ao contrário do informado na matéria "Energia fotovoltaica impulsiona cadeia produtiva" (30/09 e 1/10, pág.7), a CBA (Companhia Brasileira do Alumínio) não é uma holding do grupo Votorantin. O comentário sobre o mercado de energia fotovoltaica promissor é do diretor do Negócio Transformados da CBA, Fernando Varella.
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